A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 19/04/2020

A GLOBALIZAÇÃO E O TRABALHADOR

A globalização, fenômeno iniciado no século XV com o aumento da atividade mercantil e intensificado a partir de 1980 pelo avanço tecnológico dos meios de transporte e de comunicação, é a principal responsável pelos padrões sociais e trabalhistas da atualidade. Diante disso, faz-se necessário analisar e refletir sobre os efeitos colaterais causados por esse fenômeno na realidade do trabalhador da sociedade moderna.

Primeiramente, deve-se observar como os ideais do Neoliberais, doutrina amplamente difundida no mundo globalizado, influenciam na desregulamentação do trabalho. Como exemplo: o Reino Unido quando liderado por Margaret Thatcher. A Dama de Ferro, como era conhecida, defendia fielmente as ideologias Neoliberalistas e enfraqueceu, severamente, os programas sociais e direitos trabalhistas existentes na época a fim de uma menor intervenção do Estado nas atividades empresariais. O que acarretou na redução dos encargos com os trabalhadores, gerando, assim, maiores lucros às indústrias.

Como consequência do fato supracitado, de acordo com estudo realizado pela Organização Mundial do Trabalho (OMT), atualmente, mais de 40 milhões de trabalhadores estão submetidos à escravidão moderna, cumprindo jornadas de trabalho excessivas e recebendo salários incompatíveis com o mercado, que não permitem, sequer, cobrir as despesas necessárias para  manter o mínimo da dignidade humana. Contribuindo para o enriquecimento de pequenos grupos às custas de classes menos favorecidas e aumentando a desigualdade social.

Em síntese, depreende-se ser de suma importância o papel exercido pelo Estado no que diz respeito aos efeitos colaterais sofridos pelo trabalhador em um mundo globalizado. Devendo o Estado ser incisivo ao defender os direitos trabalhistas em contraposição à pressão de grandes empresas Neoliberais em desregulamentar o trabalho. Contribuindo, assim para mitigar tais efeitos em prol do bem-estar dos funcionários.