A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 19/04/2020

Após a Revolução Industrial, a mudança no papel do trabalhador foi notável e esse passou a ser ainda mais cobrado. Hoje, no mundo contemporâneo, muitas relações trabalhistas ainda são marcadas pela exploração, desrespeitando os direitos individuais. Nessa conjectura, a busca por resultados extraordinários e, também, os prejuízos para a saúde física e mental do trabalhador corroboram com tal cenário.

Convém destacar, a priori, que a procura por metas exorbitantes prejudica o indivíduo e sua função. Isso porque a busca pela alta produtividade, exigida por muitas empresas, esgota o empregado e o desmotiva pelo cansaço consequente. Um bom exemplo é o Fordismo, desenvolvido por Henry Ford, que mudou a dinâmica do trabalho até então vigente para elevar a produção, mas esgotava o trabalhador pela atividade repetitiva. Dessa forma, apesar de cumprir o objetivo, o dever é realizado sem cuidado com o indivíduo, que logo deseja mudar de empresa ou de condição.

Ademais, a exploração acarreta prejuízos físicos e mentais para o trabalhador. Isso por conta da exaustão atrelada ao excesso de deveres, o que pode provocar doenças, síndromes e prejudicar a dinâmica trabalhista geral. Uma analogia pode ser feita com a obra “Clube da luta”, em que o personagem principal, pela carga pesada de trabalho, desenvolve vícios e transtornos de personalidade. Dessa maneira, é perceptível que os impactos trabalhistas vão além da esfera trabalhista e podem atingir outras áreas da vida.

Diante dos fatos apresentados, é necessária uma ação entre o Ministério do Trabalho e estudantes de sistema da informação da rede federal para o desenvolvimento de um site que auxilie na obtenção de informações sobre empresas e suas dinâmicas de trabalho, através de depoimentos de funcionários, facilitadores de denúncias de exploração e  fornecimento de dicas e informações sobre as dinâmicas de serviço adequado, visando reduzir a exploração trabalhista e fornecer um ambiente mais saudável para todos. Além disso, é ideal uma parceria entre empresas público-privadas e assistentes sociais e psicólogos para o fornecimento de apoio psicológico gratuito e momentos de relaxamento para os funcionários, através de atividades criativas, montagem de um ambiente de descanso e ações que integram o trabalho e a saúde mental, com o objetivo de reduzir os danos do cansaço físico e mental do trabalhador.