A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/04/2020
Desde a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra durante o século XVIII, a concentração dos meios de produção e do capital nas mãos de poucos deu início à exploração da mão de obra assalariada, que não dispunha de nada além da própria força de trabalho. Atualmente no Brasil, a exploração trabalhista é um problema social, enfrentado, principalmente, pelas classes mais baixas. Dessa forma, cabe discutir a respeito das causas, consequências e possível solução para o problema.
Primeiramente, a exploração dos trabalhadores brasileiros se deve principalmente à desvalorização da força de trabalho assalariada. Essa redução do valor trabalhista ocorre em função da alta oferta de mão de obra e pela baixa qualificação profissional dos trabalhadores. Dessa forma, os salários se tornam mais baixos e o número de vagas de emprego mais escassas, o que obriga o candidato a aceitar condições menos dignas para ter acesso ao emprego.
Em segundo lugar, as longas jornadas de trabalho, os baixos salários e as péssimas condições trabalhistas resultam em danos à saúde do trabalhador e, consequentemente, prejudicam a estrutura social do Brasil. Segundo o sociólogo Máx Weber, em seu livro ``A Psicofísica do Trabalho Industrial´´, para todos os problemas científico-sociais do trabalho moderno, as condições psicológicas da capacidade de rendimento deveriam representar o ponto de partida da consideração. Nesse sentido, a carga horária de trabalho excessivo associada, muitas vezes, as condições de risco da profissão, desencadeiam problemas de saúde e, por vezes, provocam acidentes de trabalho. Resultado disso é que, por não possuírem salários dignos, os trabalhadores lesados precisam recorrer ao sistema público de saúde para se tratar, o que provoca sobrecarga da saúde pública e aumento dos gastos governamentais com os hospitais e com o pagamento do auxílio doença.
Portanto, com o objetivo de valorizar a mão de obra nacional, o Ministério da educação deve ampliar as vagas em universidades públicas, por meio de maiores investimentos financeiros na área da educação - aumentando a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto) que será destinada ao setor educacional - para que os cidadãos de baixa renda possam alcançar melhor qualificação dentro do mercado de trabalho. Associado a isso, o Governo Federal deve trabalhar para aumentar a oferta de empregos, através de melhorias na economia nacional e incentivos ao empreendedorismo - como redução da carga de impostos aplicada a pequenas empresas - para que ocorra a redução do índice de desemprego do país. Talvez assim, a situação da empregabilidade no Brasil se torne mais justa, visando o respeito a qualquer cidadão trabalhador.