A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/04/2020

A exploração trabalhista perante os entregadores de aplicativo

Em 1917, na cidade de São Paulo ocorreu uma greve, que visava a melhores condições de trabalho nas Indústrias, onde os funcionários eram explorados e executavam uma grande cargo horária em condições insalubres. Atualmente, essa mesma situação é vivenciada por milhares de indivíduos, pois, motivados pelo desemprego, são submetidos à extensa jornada de trabalho com baixa remuneração, como os ciclistas de aplicativo da cidade de São Paulo.

Em primeira análise, de acordo com o sociólogo Karl Marx, no sistema capitalista, há a formação de um Exército industrial de reserva, constituído essencialmente por pessoas desempregadas. Essas pessoas poderiam ocupar o lugar de indivíduos que desistissem de algum emprego pelas suas más condições, o que contribui assim, para a consolidação capitalista. Analogamente, ocorre com os ciclistas supracitados, pois de acordo com a pesquisa da Associação Aliança Bike, 59% dos entregadores entrevistados se submeteram a condições precárias de trabalho pela falta de emprego.        Em segunda análise, pode-se observar as consequências desse processo, pois, assim como no filme estadunidense “Tempos modernos”, a intensa jornada de trabalho pode afetar diretamente a saúde mental e física dos indivíduos, pela subordinação a exercer atividades repetitivas e exaustivas sem o devido descanso. Desse mesmo modo, ocorre com 75% dos entregadores de aplicativo, os quais, ainda segundo a Associação Aliança Bike, “ficam conectados ao aplicativo por até 12 horas seguidas”.            Logo, para que a exploração trabalhista no mundo moderno seja combatida, se faz necessário que o Ministério do Trabalho fiscalize e proíba esse tipo de situação explorativa, a partir da elaboração de leis mais rigorosas que garantam os direitos desses trabalhadores de aplicativo e que estabeleçam limites na cargo horária deles. Dessa forma, situações como a greve de 1917 não seriam mais necessárias.