A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/04/2020
No filme “Tempos Modernos”, o cineasta Charlie Chaplin denuncia a condição precária a qual os trabalhadores eram submetidos durante a Revolução Industrial. Embora, essa situação tenha sido retratada em um período histórico específico e remoto, hodiernamente, observa-se que essa realidade se faz presente na sociedade moderna brasileira, dado que muitas pessoas ainda estão sujeitas à exploração da mão de obra, tal como: baixos salários, longas jornadas e péssimas condições trabalhistas. Nesse sentido, reconhecer a desigualdade social, bem como a falta de denúncias como facilitadores dessa problemática, é determinante.
Primeiramente, destaca-se que o abismo social existente no Brasil é passivo à sujeições de trabalhos análogos à escravidão. Logo, desde o período colonial o processo de formação da sociedade brasileira provém de um modelo estratificado, no qual o desenvolvimento das classes é desigual, portanto, o desemprego, analfabetismo e a imobilidade social está presente na vida do mais desfavorecidos. Desse modo, esses não têm especialização profissional e são corrompidos em promessas de empregos que os tornam submissos à essa situação, como por exemplo os trabalhadores de empresas de tecelagem que demandam de esforço físico e exaustivas horas de trabalho, dado que recebem pouco por peças produzidas e necessitam desse meio de produção como fonte de sobrevivência.
Outrossim, ressalta-se que a falta de denúncias dificultam o combate à exploração trabalhista. Embora, existam leis e órgãos destinados à erradicação desse problema, ainda não conseguem funcionar em sua totalidade por demandarem de delações por parte da sociedade e do empregado, tal como o Ministério do Trabalho e Emprego. Porém, as empresas utilizam como estratégia, alocar os polos de produção longe do espaço urbano ou em periferias, visto que nesses lugares não há fiscalizações periódicas e parte dessa população desconhece esse tipo de tratamento. Paralelamente a isso, os funcionários temem consequências severas ao levar isso á tona, uma vez que em muito dos casos são ameaçados e coagidos pelos empregadores.
Dessarte, é evidente a necessidade de mudanças. Portanto, cabe a mídia fomentar campanhas educativas que incentivam a realização de denúncias contra a exploração da mão de obra, por meio de publicidades que demonstram os direitos constitucionais dos trabalhadores, com o objetivo de conscientizar e auxiliar a população acerca da dignidade trabalhista. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego juntamente com as grandes empresas fornecer cursos técnicos gratuitos em regiões carentes, a fim de qualificar a mão de obra e garantir oportunidades à classes mais desprovidas. Assim, será possível erradicar essa realidade denunciada por Charlie Chaplin.