A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/04/2020

No filme “O que você faria?”, há uma representação dos rigorosos processos seletivos que são feitos por algumas empresas, a competitividade é levada ao extremo, até um ponto em que os participantes perdem os limites éticos e morais. Já na vida real, isso é uma realidade no Brasil, o qual várias empresas realizam processos seletivos desgastantes, implementam e exigem que os futuros funcionários tenham a empresa como prioridade, o que acarreta problemas pessoais e de relacionamento.       Segundo o sociólogo Karl Marx, “o trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio para satisfazer outras necessidades”. Vê-se que a pouca oferta de emprego e a alta demanda de pessoas que precisam trabalhar, faz com que até mesmo pessoas capacitadas, aceitem cargos nos quais são exploradas através do baixo salário, alta carga horária, falta de pagamento em horas extras, férias não remuneradas, até mesmo se negando a assinar a carteira de trabalho, para não gerar custos extras a empresa.

Além disso, segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o brasileiro trabalha em média 1.763 horas por ano, o que corresponde a 20% do tempo da vida de uma pessoa em um ano, sem contar com o tempo gasto no deslocamento de casa para o trabalho, o que normalmente para a maioria dos brasileiros é feito através dos transportes públicos. O trabalhador se submete a exploração pelo fato de precisar e pelo medo de ser substituído, o que pode ocasionar diversos problemas psicológicos.

Portanto, diante dos fatos analisados, é necessário que medidas sejam tomadas. O Governo através do Ministério aumente as fiscalizações das empresas, para que dê maior segurança ao trabalhador. As empresas cabe dar apoio para que o funcionário tenha condição de desempenhar bem seu papel, investindo em estrutura, áreas de lazer e descanso, respeitar as horas de trabalho e cumprir com todas as leis trabalhistas.