A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 26/04/2020
Com o advento da Revolução Industrial, o trabalho passou a ser majoritariamente fabril, as pessoas saíram da zona rural para a urbana à procura de um trabalho assalariado. Porém, esse trabalho exigia longas horas dentro das fábricas, onde o proletariado tinha que produzir em grande escala, e sem horas para descansar e se alimentar. Além disso, as indústrias possuíam péssimas condições para o bem estar dos assalariados, o que podemos classificar como uma exploração trabalhista ainda na sociedade moderna.
O filme de Charlie Chaplin " Tempos Modernos " retrata bem as condições insalubres vividas pelos operários até os dias atuais. A obra de ficção mostra o modelo de produção fordista, onde o obrador realiza a mesma atividade, repetidamente, numa esteira. O trabalhador é alienado da produção, ou seja, não sabe no quê resultará seu afazer ao fim do processo. Além disso, não possui um horário para descanso e alimentação, e o ambiente onde realiza o processo produtivo é suscetível à doenças, pela tamanha falta de higienização.
Logo, com o excesso de cobrança pela maior produtividade, a falta de descanso do corpo físico e psíquico faz com que o operariado sofra grandes danos pela exploração trabalhista. Dentre esses danos inclui-se a contração de doenças, tais como a depressão, por realizar a mesma tarefa repetidamente, ser pressionado a produzir sem descanso, e viver longe da família por consequência das longas jornadas de serviço. O que pode levar o trabalhador ao suicídio.
A exploração trabalhista na sociedade moderna é arcaica, portanto é necessário reverter essa situação. Para isso, faz-se necessário a modificação das leis trabalhistas pelo Ministério do Trabalho. Dentre as mudanças estaria a diminuição da jornada de trabalho, o respeito ao horário de almoço e descanso, de pelo menos 2 horas, a salubridade do ambiente de trabalho e o auxílio médico aos empregados. Assim, a exploração trabalhista seria extinta da sociedade moderna.