A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 26/04/2020

A escravidão permeia a história desde a antiguidade no período do Império Romano, ela tomou diferentes formas ao passar dos séculos, tornou povos africanos em suas vítimas e , hoje, assume uma nova expressão na sociedade moderna. Nesse sentido, os indivíduos se tornam presos às novas relações de trabalho, forçados a se manterem numa situação análoga à do passado. Portanto, cabe dissertar sobre a problemática da autoexploração pela busca por excelência e sobre o abuso trabalhista em populações carentes.

Sob tal esfera é necessário, primeiramente, entender o papel do âmbito social como o responsável por coagir os indivíduos a aumentarem, ainda que abusivamente, sua jornada de trabalho. Segundo o filósofo Byung Chul Han, vive-se em uma sociedade que privilegia a busca por produtividade e pela capacidade de realizar multitarefas entre seus indivíduos. Por conseguinte, algumas pessoas se vêem compelidas a estender suas obrigações do trabalho ao levarem-nas para além do momento correto e, consequentemente , encontram-se extremamente estressadas e exaustas por uma pressão imposta por tal meio circundante. Assim, deve-se encontrar caminhos para impedir o continuísmo dessa problemática.

Ademais, nas camadas mais pobres do mundo globalizado, grandes empresas mantém seus funcionários em condições semelhantes à escravidão. Prova disso, é o sistema de trabalho “996” imposto por Jack Ma sobre seus funcionários chineses, o qual prevê 12 horas de trabalho durante 6 dias da semana. Isso ilustra um cenário de extrema exploração, cujo número de indivíduos sem recursos financeiros os obrigam a aceitarem tais condições a fim de manterem o sustento de suas famílias. Ademais, isso explicita o enorme descaso Estatal, uma vez que este não cumpre seu papel ao dispor medidas para contornar essa situação e resguardar o bem estar de seus cidadãos. Por isso, é imprescindível a mudança de tal fato.

Logo, o ciclo do passado de escravidão e servidão deve ser finalmente rompido, provendo um futuro mais satisfatório. Para isso, o Ministério da Educação deve implementar, por meio de consultas com psicólogos influentes, aulas sobre as relações com o trabalho contemporâneo a fim de solucionar as pressões advindas dos próprios indivíduos perante sua plenitude e, assim, melhorar a relação da sociedade com o trabalho diminuindo problemas psicológicos resultantes de sua má qualidade. Além disso, A ONU, deve, com a pressão de ONGs , intervir em situações de trabalho análogas às da China, já que essas são abusivas, para assim, garantir direitos essenciais à uma parcela da sociedade. Dessa forma, pode-se encontrar novas rotas em busca da resolução dessas problemáticas.