A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 27/04/2020
No documentário “The True Cust” exibido pela Netflix, é demonstrada a realidade da grande massa fabril da sociedade contemporânea, a qual há uma meta de produção absurda, havendo estimativa de segundos para a confecção de uma peça de vestimenta, além das condições insalubres de trabalho e uma remuneração absurdamente baixa. Assim como no documentário, essa realidade se expande na sociedade atual, refletindo na parcela mais atingida, a classe operária, devido a falta de leis apropriadas e fiscalização dos orgãos competentes.
A princípio, a exploração de mão de obra vem desde os tempos mais remotos da sociedade, como por exemplo do período escravista, isso nos demonstra, que mesmo com o passar dos anos, vem havendo uma naturalização dessa prática, apesar de não ser bem como antigamente, essa nova “escravidão moderna”, em que se carateriza por longas jornadas de trabalho exaustivo e uma remuneração que não condiz com tal jornada, vem sendo aplicada diariamente.
Em consoante, o capitalismo presa pela produção em massa, porém não adentra outras vertentes como as condições supracitadas, tendo relevância no seu processo produtivo. A falta de fiscalização e a flexibilização dos trabalhadores, por medo de perder sua fonte de renda, que é responsável por atender as necessidades deles e de suas famílias nas condições básicas, faz com que aceitem tais imposições e como não há leis levadas com rigidez, isso acaba acontecendo cada dia mais comumente.
Deste modo, medidas são necessárias para se resolver tais impasses. O Ministério do Trabalho, juntamente com as empresas, deve fazer fiscalizações periódicas em relação as condições e jornadas de trabalho a qual os operários são submetidos, como também o Poder Legislativo, em seus diversos âmbitos, deve realizar a criação de leis, que assegurem a supremacia dos direitos dos trabalhadores, que existem desde a criação da Constituição Federal de 1988, garantindo todos os direitos guiados por lei.