A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/04/2020

Na obra “utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a exploração trabalhista na sociedade moderna apresenta barreiras apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da sociedade capitalista quanto a desvalorização de classes trabalhadoras. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

A priori, é importante destacar que apesar de enfrentar desafios ideológicos, a influência global do capitalismo tornou-se dominante, e tem como reflexo do seu modo de produção a exploração do trabalho.  A remuneração de um funcionário deve ser diretamente proporcional a sua produtividade marginal, caso isto não ocorra, indica a ausência de justiça na distribuição de capital e como consequência a exploração por parte do empregador. Isso pode ser verificado  na sobrecarga do trabalho enfrentada por muitos brasileiros, o que pode gerar grandes frustrações e pressões psicológicas. Segundo pesquisas realizadas pela ISMA-B (International Stress Management Association do Brasil), 30% dos profissionais sofrem desse problema, também chamado de “síndrome do trabalhador queimado”. Logo, é substancial a alteração desse quadro.

Ademais, outro fator a salientar é a desvalorização da mão de obra. Esse panorama se evidencia por exemplo, quando se observa a crescente exigência por parte das empresas, de funcionários cada vez mais completos e especializados, o que resulta em um maior tempo de preparação e investimentos em aperfeiçoamentos. Contudo, o profissional que não detém de condições para tal preparação, por muitas vezes tem seu trabalho desvalorizado e consequentemente sua remuneração não corresponde as funções que desempenha.Dessa maneira, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a exploração trabalhista necessita-se, urgentemente, que o Ministério do trabalho estabelecer legislações quanto a fiscalização das condições trabalhistas, a fim de retardar tal problema. Além disso,  cabe ao Tribunal de Contas da União direcionar capital que, por intermédio Ministério da Educação será revertido em cursos profissionalizantes e especializações gratuitos para os profissionais interessados. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do da exploração trabalhista, e a coletividade alcançará a Utopia de More.