A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/04/2020

Em 1919, foi criada a Organização Internacional do Trabalho (OIT), como finalidade do Tratado de Versalhes, ao encerrar-se a primeira guerra mundial. A partir disso, surgiram normas, que valorizam o trabalhador, dando a ele um caráter humano e não apenas mão de obra. Todavia, a sociedade moderna continua a ignorar essas leis, criando turnos mais extensos e muitas vezes desumanos, bem como há também casos em que o operário exerce sua função de modo contínuo. Com isso, ocorre uma crescente na exploração dos indivíduos, uma vez que a cultura capitalista torna-se mais importante e somada aos índices de desemprego, asseguram o empregado nessas condições.

A priori, segundo o filósofo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência a quem detém os meios de produção. Desta forma, podemos perceber que a exploração exercida no trabalhador é desencadeada a partir de um de inferioridade frente ao sistema capitalista. Com isso os abusos cotidianos, faz com que o empregado tenha de cumprir as metas estabelecidas, permanecendo após o trabalho, excedendo suas horas extras, ou então em casa. Bem como, há casos de trabalho escravo, uma vez que a produtividade ganha destaque no lugar do bem estar do funcionário, fazendo com que todas as normas da OIT sejam, rompidas.

Outrossim, a canção “Construção” de Chico Buarque retrata o dia de um operário que morreu durante o exercício de seu trabalho, apesar de antiga, a crítica impressa na música se mantém nos dias de hoje. Com isso, é possível analisar que muitas vezes a exploração do trabalho mantém-se devido, a ausência de novas oportunidades de emprego. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tinha 11,2% de desempregados no trimestre encerrado em janeiro de 2020. Deste modo, cria-se uma relação de dependência entre as instituições e os operários, já que necessitam do trabalho para sustentar-se, contudo esse leva-o a condições extremas.

Em suma, o abuso da mão de obra dos colaboradores, ainda é uma realidade na sociedade moderna, mas que deve acabar. Deste modo, é dever do Ministério do Trabalho, criado em 1930, junto a OIT, fiscalizar as empresas, por meio de visitas e análise das horas de trabalho, a fim de promover uma diminuição na exploração dos operários bem como, do capitalismo. Também cabe ao Governo, de cada estado, promover uma maior circulação da economia, por intermédio de e investimentos sociais e produtivos, objetivando maior empregabilidade da população. Assim, de modo gradativo ocorrerá o decrescimento dos benefícios que as instituições realizam sob os funcionários, gerando uma maior estabilidade social.