A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 28/04/2020

Embora seja direito a todos os cidadãos pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a ausência da exploração trabalhista não é garantida de modo isonômico a população. Isto é, diversos trabalhadores têm seus benefícios básicos negados. Assim, devemos analisar questões históricas que auxiliam a manutenção dessa inaceitável situação.

Em primeiro lugar, sabe-se que a globalização afeta diretamente as relações de trabalho da modernidade. Em princípio, grande parcela de filósofos descrevem o nosso planeta como uma recente “aldeia global”, haja em vista o encurtamento das distâncias proporcionados pelo avanço tecnológico. Entretanto, outros acreditam que esse processo apenas aumentou as desigualdades entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. Por exemplo, o Índice de Desenvolvimento Humano aponta que trabalhadores de países pobres são mais suscetíveis à superexploração por ameaça da perda de emprego devido a grande quantidade de desempregados e baixo nível de capacitação. Logo, nem só benefícios foram causados por esse movimento.

Outrossim, além dos pontos negativos da globalização, a busca incansável do sistema capitalista por capital monetário agrava ainda mais esse cenário. Dessa forma, o filósofo Karl Marx formula o conceito de “Mais-valia”, ilustrando como o valor produzido pelo trabalho proletariado é muito inferior ao da sua remuneração. Com isso, as leis trabalhistas devem ser asseguradas para evitar tal abuso.

Conclui-se, portanto, que aspectos históricos-culturais podem afetar negativamente empregados. Para amenizar essa problemática o Ministério do Trabalho, órgão responsável pelas relações laborais, deve aumentar a fiscalização de empresas, por meio da ampliação do setor fiscal com a contratação de mais funcionários, a fim de que sejamos uma sociedade mais justa. Além disso, o governo deve destinar uma maior quantidade de verbas para a qualificação de minorias, garantindo alguns privilégios violados na Declaração Universal.