A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/04/2020

Desde o século XVIII, quando iniciou-se a Revolução Industrial, o capitalismo é marcado pela busca incessante do lucro, submetendo, na época, os trabalhadores a condições extremas de trabalho. No entanto, na sociedade moderna, esse problema continua persistente, sendo que, hoje, muitos trabalhadores continuam com jornadas de trabalho precárias e sem qualquer apoio. Dessa forma, essa exploração se deve, sobretudo, à falta de leis trabalhistas que amparam todos os trabalhadores e ao constante avanço da tecnologias, que geram o chamado “desemprego estrutural”.

Em primeiro plano, é importante pontuar que as más condições de trabalho derivam, muitas vezes, da ausência de leis que auxiliam os trabalhadores, sobretudo os autônomos, como os entregadores de comida e motoristas de aplicativos. De acordo com uma pesquisa do Data Folha, no último ano esse ramo de trabalho informal cresceu até 250%, sendo responsável pelo emprego de milhares de brasileiros. Todavia, esses trabalhadores, por não serem amparados, acabam superexplorados para sobreviverem com o mínimo de recursos.

Além disso, é imperativo ressaltar que, diferente do século XVIII, quando os trabalhadores eram imprescindíveis para o manuseio de máquinas, na atualidade, com a tecnologia, essa presença se tornou descartável, acabando com a renda de milhares de pessoas e gerando desemprego. Dessa maneira, esse desemprego leva, em massa, os brasileiros a buscarem trabalhos para sobreviverem e, assim, encontram trabalhos informais.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse, tais como, com o intuito de resolver a falta de amparo aos trabalhadores, cabe ao poder Legislativo a criação/ aprimoramento de leis para trabalhadores informais, através de possíveis auxílios mensais permanentes que sirvam para reduzir a desigualdade de empregos. Desse modo, em médio e longo prazo, o Brasil terá condições de reduzir seu número de trabalhadores informais.