A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/05/2020
A palavra trabalho originou-se em Roma, Tripalium que significa, instrumento de tortura. Sendo assim, constata-se que o abuso sofrido pelos funcionários no século XXI, possui raízes amargas no mundo, seja pela submissão do empregado em condições degradantes, mas também o discurso empreendedor da era digital camuflado de serventia.
Em primeiro plano, evidencia-se o papel passivo, que Ministério do Trabalho exerce. Instituído para ser um órgão, na qual coíbe praticas irregulares trabalhistas, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, melhorar a qualidade de vida dos funcionários. Na música “construção” de Chico Buarque, expressa uma crítica ao trabalho excessivo e precário, pois o funcionário morre na construção civil. Desse modo, como na canção também ocorre na vida de milhões de trabalhadores, e o governo atua como agente perpetuador da morte, desgaste físico e psíquico da sociedade trabalhadora ativa brasileira.
Sob outro prisma, o jornal El País informa que, no Brasil tem 13 milhões de desempregados, por consequência, estes se rendem ao emprego dos aplicativos, desempenhando jornadas de trabalho intensas, sem ganhar nem um salário minimo. Perante o olhar da sociologia, essa revolução digital do trabalho é análoga a escravidão. Seguindo o ideário da escritora Carolina Maria, do livro “Quarto de despejo”, antigamente o que oprimia o homem era a palavra calvário: hoje é salário. Fica claro em sua frase, que a submissão à serviços insatisfatórios, dá-se, a sociedade cada vez mais capitalista, ocasionando desigualdade sociais.
Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, cabe ao poder Executivo, por meio do Ministério do trabalho, o dever de cumprir as leis que estão na constituição, com severidade, e também garantir os direitos trabalhistas para trabalhadores de aplicativos. Nesse sentido, o intuito de tal ações são para, fiscalizar e diminuir as disparidades sociais. Assim esse problema pode ser erradicado gradativamente, pois conforme Gabriel O pensador, na mudança do presente, molda-se o futuro.