A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/04/2020

A exploração trabalhista no mundo capitalista tem seu início na mais-valia, conceito definido por Karl Marx em seu livro “O Capital”, datado de 1867, porém, ainda muito atual. A mais-valia, de forma simplificada, é o lucro que o detentor do capital tem sobre o valor que seu trabalhador gera para ele. Isso, mais de 150 após a publicação do livro, ainda é o que mais vilipendia o trabalhador e sua mão de obra.

Segundo Marx, “o trabalhador tem mais necessidade de respeito que de pão”, e isso se prova real no momento em que os trabalhadores têm seus serviços desvalorizados mediante a exploração que se da por meio de salários deveras menor do que, de fato, deveriam ser. Recorrendo à obra Mayombe, de Pepetela, em qual os guerrilheiros demonstram a exploração para os trabalhadores que sofrem perante ao colonialismo: os trabalhadores detêm toda a força para suscitar o dinheiro, mas, mesmo assim, recebem um valor miserável.

Ademais, vê-se o auge desta exploração com a sociedade moderna e tecnológica, na qual aplicativos geram subempregos, sem garantias ou salários mínimos. Tais aplicativos, como o “Uber”, acabam por gerar jornadas exaustivas a seus motoristas, como amostra temos o caso de Rafaela e Elisangelo, que, de acordo com o site BBC News, têm jornadas de 12 horas cada um, a fim de dispor a sua família uma renda de 4.500 a 5.000 reais mensais. Sem garantias ou seguros, correm o risco de perder sua renda a qualquer minuto.

Logo, conclui-se que é necessário uma medida que extermine esse tipo de exploração que é tão clara, mas ao mesmo tempo não é vista. Por certo, é responsabilidade do Poder Legislativo, por intermédio dos deputados estaduais e federais, que criem leis trabalhistas que criem limites a essa exploração, não delimitando apenas um salário mínimo geral, mas sim, um salário mínimo para cada lucro gerado pelo trabalhador para que assim, as remunerações sejam mais justas. Também é preciso criar leis que estabeleçam seguros para trabalhadores informais, como os de aplicativo, a fim de que tenham benefícios como férias e o chamado “décimo terceiro salário”, para que assim, toda a classe proletária tenha uma vida digna.