A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 30/04/2020

A constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia sistema jurídico brasileiro, garante a todos os cidadãos direitos básicos, como por exemplo, o lazer social. Entretanto, fora desse contexto para os dias atuais, a grande exploração da sociedade submetendo o trabalhador a atividades fora dos padrões regulares, impede que o ser obtenha o lazer estabelecido. Logo, urge que o Estado encontre meios para reverter esse cenário.

Em primeira análise, vale destacar que de acordo com o artigo 149 expresso no código penal, o trabalho escravo pode ser fruto do trabalho forçado, jornada exaustiva, servidão por divida e condições degradantes. No entanto, a exploração exaustiva dos indivíduos que são chamados de “ escravos modernos”, implica não só a violência ou abuso de poder, no qual são fatos publicados pela fundação “Walk free”, mas a outros problemas, como por exemplo, os de saúde causados pela sobrecarga e medidas impostas pelos seus patrões, o que corrobora com a teoria do escritor britânico George Orwell deixando explicito que “ A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, ou seja, as empresas só estão preocupadas com o seus capital e não com as consequências para seus funcionários.

Sendo assim, ainda que a Lei Áurea e multas tenham sido desenvolvidas para reduzir esse problema que afeta a sociedade no geral, o Brasil e o mundo deixa espaços para que tal fato aconteça, como por exemplo, o tráfico de pessoas que são levados para outros países com o intuito de utilizar de uma mão de obra livre. Contudo, a implantação de empresas estrangeiras, como por exemplo, a “Nike” se instala em países de baixa renda, levando o indivíduo a trabalhar nessas empresas com alta carga de trabalho e um salário que não equivale ao trabalho executado, o que coincide com o fato abordado por Karl Marx, deixando explícito que a exploração acontece porque os patrões não pagam ao funcionário pelo o que ele produz.

Portanto, para atenuar a exploração trabalhista no Brasil, é necessário que o Estado, em parceria com o Ministério do Trabalho, fiscalize polos industriais com a finalidade de liberar os indivíduos que estão presos a essa realidade, e às multas que as empresas pagarem será investido em novas fiscalizações para minimizar a exploração dos indivíduos. Ademais, os órgãos públicos, como por exemplo, as prefeituras, em parceria com o Ministério da Saúde, devem disponibilizar psicólogos para esses indivíduos, com o intuito de solucionar qualquer problema que o indivíduo tenha presenciado no local.