A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social está em ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que observa-se na realidade contemporânea é antagonista ao que o autor prega, uma vez que a exploração trabalhista é presente, o que dificulta a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e políticas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é a medida que se faz imediata.
Primordialmente, é crucial pontuar que a exploração trabalhista deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que vincula-se a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbs, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a escassez de atuação das autoridades, a ineficácia em monitorar e barrar o avanço do impasse, a problemática torna-se presente com tendência a permanência. Desse modo, faz-se de extrema importância a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar as desigualdades no campo financeiro como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, obtém-se como exemplo o baixo acesso a educação e consequentemente à cursos técnicos ou superiores um alicerce para a propagação do impasse. Isso ocorre porque os meios citados são um dos poucos caminhos para trabalho bem remunerados sem reduzir a condição análoga de escravo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para resolver a problemática. Destarte, com o intuito de mitigar a exploração do trabalhador necessita urgentemente que o Tribunal De Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do trabalho será revertido na fiscalização de trabalhos exploratórios através de fiscais que estejam frequentemente em locais onde o índice da problemática é mais persistente, aplicando multas, denúncias ou até processos aos que desrespeitem a constituição. Além disso, também deve-se redirecionar capital ao ministério da educação que será revertido em programas de estudos em Ead aos trabalhadores que não podem estudar em determinado período, tendo o trabalho mesmo com baixa remuneração, necessidade de sobrevivência, e assim possam estudar quando possível. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do abuso ao trabalhador, e a coletividade alcançará a Utopia de More.