A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/05/2020
No período colonial, o sistema de trabalho escravo era utilizado e consistia no uso de indígenas e africanos como fonte de lucro, por meio da utilização excessiva da mão de obra deles. Na atualidade, a sociedade moderna tem vivenciado uma nova forma de exploração trabalhista, adaptada à vigente realidade. Isso é reflexo das organizações capitalistas que possuem cargas horárias intensas e remunerações inadequadas aos trabalhadores.
A princípio, vale destacar as imensas horas de trabalho que são impostas aos funcionários. Devido as revoluções industriais, que impulsionaram a formação de organizações voltadas ao lucro, a necessidade de aumentar a produção também surge, tendo como consequência a ampliação do período de expediente. Dessa forma, o resultado dessa exploração afeta até a saúde dos trabalhadores, por exemplo, com a chamada Síndrome de Burnout, a qual causa problemas psíquicos pela falta da vida social.
Assim, outro aspecto relevante é a ausência de pagamentos apropriados aos serviços exercidos pelos empregados. A globalização intensificada no século XX aumentou a competitividade existente no mercado de trabalho e a procura por mão de obra barata pelos investidores, por isso os empregados acabam vendendo seu serviço a fim de conseguir viver para as empresas. Por conseguinte, a teoria de Maquiavel, em que os objetivos (rendimento) estão na frente de tudo, é existente nestas organizações.
Portanto, a questão da exploração trabalhista é ampla, afeta o setor econômico e até o da saúde. Logo, o governo, por meio do Ministério do Trabalho e da Saúde, os quais administram publicamente esses setores, deve preservar a saúde dos trabalhadores e o direito a salários condizentes. Por meio do aumento da fiscalização para o cumprimento das leis trabalhistas e execução do Plano salarial, pela adição de uma lei que determine a contratação de um profissional do Recursos Humanos por cada empresa, para acompanhar o sistema de trabalho e que os empregados se consultem semestralmente com psicólogos. Deste modo, formará um sistema justo com a conscientização das organizações.