A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/05/2020
A exploração trabalhista, popularmente chamada de escravidão, foi uma prática que surgiu desde os primórdios e por muito tempo foi aceita por diversos povos. Hoje em dia, o ato de escravizar é considerado crime internacionalmente, apesar de ainda ser praticado em diversos lugares. Ainda hoje, embora muitas vezes de forma disfarçada, a escravidão se faz presente. Escravidão não é necessariamente com negros, africanos ou índios, como costumamos pensar. Na realidade, somos todos escravos de algo, seja no trabalho ou na vida pessoal. Na filosofia, pode-se dizer que somos escravos do nosso passado, somos escravos de nossas intenções e pensamentos e também de nossas atitudes.
Após a ressignificação do escravismo, reconhecida legalmente, são considerados apenas os casos que o indivíduo possui sua liberdade limitada, dificultando ainda mais a ação dos órgãos fiscalizadores. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, de 1995 a 2017, cinquenta e duas mil pessoas foram resgatadas de trabalhos escravos, e se as fiscalizações ocorressem após o novo conceito, 90% desses casos não seriam incluídos e muitas pessoas poderiam continuar nessa realidade desumana.
Portanto, é fundamental que haja uma reforma trabalhista que traga aos servidores de todos os tipos, uma melhor estabilidade no campo econômico e social. Além disso, a mídia tem um papel imprescindível na veiculação de campanhas a fim de reafirmar os direitos garantidos aos trabalhadores. Só assim a sociedade caminharia para um desenvolvimento mais humano e produtivo.