A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 05/05/2020

No período colonial brasileiro, africanos e indígenas eram submetidos a jornadas árduas de trabalho, impostas pelos portugueses, porém muitos fugiam, lutavam ou até mesmo assassinavam seus feitores, por conta do etnocêntrismo explícito utilizado pelos europeus. Fora da historiografia, apesar do trabalho remunerado e sem intervenções físicas, há muitas semelhanças com a escravidão antiga, no que tange o tema: trabalho. Pode-se dizer, então, que a mentalidade individualista dos grandes proprietários empresariais juntamente ao modo de produção atual são os responsáveis por tal cenário.

A priori, é nítido que o pensamento dos líderes das grandes empresas está totalmente focalizado nos clientes e, consequentemente, irá acarretar na degradação de seus funcionários. Prova disso, o Jornal " El Pais" publicou uma reportagem feita com entregadores de aplicativos, onde esses afirmaram por vezes trabalhar mais de 12 horas por dia, no entanto todo esse desgaste não lhe concebeu um salário mínimo. Posto isso, nota-se uma fragilidade trabalhista em parte da população, cuja qual é usufruída por parte das empresas que oferecem baixos salários, condições precárias e pouca ou nenhuma garantia do trabalho ao cidadão.

Ademais, é indubitável que o capitalismo instiga cada vez mais a obtenção de lucro, todavia essa ambição tende a ser nociva para grande parte dos trabalhadores brasileiros. Nesse sentido, funcionários são pressionados diariamente em ralação a metas do cotidiano, que por vezes são impossíveis de ser alcançadas. De acordo com o pensamento marxista, priorizar o bem pessoal em detrimento do coletivo causará inúmeras dificuldades no âmbito social. Assim, fica claro que o Brasil está distante de uma isonomia de direitos.

Dado o exporto, infere-se que reformulações conjunturais são necessárias no setor trabalhista brasileiro. Sendo assim, cabe a mídia, principal expoente da informação na esfera contemporânea, cobrar respostas aos possuidores do monopólio do trabalho e buscar as desigualdades ocultas nessa área. Essa deve ser feita no formato de entrevistas recorrentes há variados trabalhadores, de diferentes ramos, já aquela deve ser executado por meio de investigações intensas acerca dos grandes empresários, a fim de encontrar alguma incoerência “camuflada” por parte desses. Dessa forma, o país irá de encontro a realidade vivenciada pelos escravos nas colônias portuguesas.