A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 08/05/2020
A partir da Primeira Revolução Industrial no século XVIII, o trabalhador passou da produção de subsistência para produção em larga escala dando início ao desenvolvimento do capitalismo e a busca pela reinvenção constante. Esse processo deu origem à mudanças significativas tanto aos direitos trabalhista quanto às exigências para se fazer a contratação.
No documentário Indústria Americana, é narrada a rotina de funcionários que foram reféns do desemprego conjuntural que decaiu sobre Dayton, Ohio nos Estados Unidos, e foram empregados por uma fábrica de origem chinesa que se negava a ceder o acesso ao sindicato e aos direitos básicos trabalhistas, penalizando quem fosse a favor de tais ações. Nessa perspectiva, é correto afirmar que o empregado tem se tornado cada dia mais limitado e incapaz de lutar por seus direitos pois é coagido a aceitar o mínimo ou corre o risco de ser destituído.
Para o filósofo Karl Marx, o trabalho deveria ser humanizador, mas assim como nos Estados Unidos, no Brasil não é diferente. Após a crise que deixou milhões de brasileiros desempregados, até mesmo a mão de obra qualificada, a opção de muitos indivíduos foi adotar o emprego informal fazendo uso de aplicativos como Uber, para completar a renda ou até mesmo como única forma de sustento. Esse meio, resulta em um grupo de pessoas que não tem acesso à direitos básicos trabalhista e acabam se submetendo a precariedade e caminhos desumanos para obter renda que muitas vezes não é suficiente.
Portanto, a fim de tornar o trabalho mais justo, é fundamental que haja uma fiscalização mais rigorosa por parte do Ministério do Trabalho a atestar que os contratantes estejam cumprindo as leis de forma adequada. Ademais, regulamentar empregos informais a fim de que não haja exploração e precariedade mas, que os direitos básicos presentes na CLT abranja esses grupos com o objetivo de humanizar e regularizar tais profissões.