A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/05/2020
A exploração trabalhista na sociedade moderna é uma realidade disfarçada. Apesar de possuir uma raiz histórica na Inglaterra séculos passados, junto ao capitalismo ela adentrou o século XXI. Mesmo em uma conjuntura industrial diferente os interesses burgueses permanecem os mesmo e com eles a extorsão dos indivíduos.
Inicialmente é necessário destacar que a exploração trabalhista possui uma raiz histórica. Foi com a Revolução Industrial no século XVIII que consolidou-se o capitalismo, este cenário impulsionou um sistema de trabalho desumano, no qual as pessoas eram exploradas de forma física e psíquica. Essa constante busca por desenvolvimento e lucro marcou a sociedade de forma intensa, inclusive deslegitimando as necessidades humanas e moldando o pensamento dos indivíduos, o que segundo Pierre Bourdie é denominado por Habitus. Deste modo, houve uma nova construção social para se moldar a necessidade Industrial, no qual o homem se tornou o próprio lobo do homem, segundo Hobbes, ou seja, o homem burguês se apropriou do proletariado como instrumento de lucro.
Deve-se considerar também que apesar do surgimento de sindicatos e manifestações grevistas a exploração trabalhista não teve fim, só mudou a forma como se apresenta. A sociedade contemporânea pode ser denominada de escrava assalariada, no qual o Mercado exige cada vez mais especialização e produtividade, fazendo com que os indivíduos fiquem a cada dia mais exaustos, sua renda não lhe permite ter uma melhor qualidade de vida e é gasta pelo consumo incentivado pela própria indústria. O indivíduo passou a ser desqualificado na sua condição de ser humano, Chico Buarque descreve a atual sociedade em sua musica Construção lançada em 1971, na qual ele desconstrói a vida de um operário mediante a sua condição precária de vida, até este morrer atropelado e sua morte ser considerada incômodo as pessoas por atrapalhar o trânsito. Assim, podemos perceber o cenário caótico em que estamos e necessidade imediata de mudanças para que a história não seja repetida.
Portanto, é evidente a forma sorrateira com que os trabalhadores são explorados. Dessa forma, cabe ao Ministério de Educação por meio das Escolas incentivar a elaboração de aulas discursivas que abordem a qualidade de vida associada ao trabalho, com intuito de desenvolver um pensamento crítico nos discentes, segundo Nelson Mandela a Educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Ademais o Governo por meio do poder Legislativo deve criar uma lei que proíba jornadas de trabalho exaustivas com objetivo de preservar a saúde física e mental do cidadão .