A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/05/2020

A exploração trabalhista possui um histórico proeminente. No período da colonização do Brasil, em que a escravidão, o trabalho exploratório era considerado comum, no período da revolução industrial, no qual o trabalhador tinha uma jornada excessivamente desgastante, sem remuneração e garantia adequada. Na sociedade moderna esse costume permanece, a pensar com outras formas, pois se está em uma cultura capitalista que visa o lucro além de tudo.

O darwinismo social pode ser utilizado a título de exemplo, pois o conceito defendia a ideia de que os menos aptos a evoluírem economicamente deveriam se submeter a quaisquer tipos de serviço ou trabalho pesado já que só os mais ricos estavam em primeiro lugar em questão da evolução econômica, em outras palavras, o trabalhador se submete a exploração pelo fato de precisar, cumprindo as exigências com medo de ser substituído. Estando nesse ritmo, é possível o desenvolvimento de doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão nos empregados.

Em uma economia que se configura como neoliberal, o conceito de mais-valia, definido por Karl Marx como a exploração do sistema capitalista sobre o empregado, se faz real. Assim, a busca por lucro, investimento e a ideia de uma meritocracia baseada no esforço exaustivo para alcançar metas individuais acaba por manter esse proveito sobre a classe operária aumentando assim as diferenças sociais tornando difícil reverter essa realidade. Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático, esse ambiente onde o funcionário e pressionado, além de afetar a produtividade do empregado, causa graves consequências à saúde, como a ansiedade, doenças cardiovasculares e depressão. Em 2016 a previdência pública registrou setenta e cinco mil pessoas afastadas do trabalho devido a essa doença, e segundo a organização mundial da saúde, essa enfermidade será o motivo que mais incapacitam trabalhadores no mundo.

Haja vista dos fatos analisados é imprescindível que medidas sejam tomadas. Para que haja melhoria nas relações trabalhistas e pessoais cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. E uma maior fiscalização do Ministério do Trabalho, para assegurar e garantir a ampliação dos direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos, garantir que horas extras sejam pagas, através de redes midiáticas e por fim realizar campanhas sobre os direitos dos trabalhadores, para assim se ver uma diminuição na exploração trabalhista moderna.