A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/05/2020
No contexto atual, na sociedade moderna ainda há a exploração do trabalhador, uma vez que muitas pessoas era escravizadas antigamente. Outrossim, Karl Marx formulou as ideias da lógica do capitalismo, que segundo ele, se sustenta na exploração e dominação da burguesia sobre a classe operária. Diante disso, os operários passaram a ir atrás de seus direitos, e por meio disso, as Leis Trabalhistas foram conquistadas, assegurando a dignidade dos mesmos. Certamente, a exploração das pessoas começou há muitos anos, além disso, o trabalhador continua sendo explorado e exposto a condições desumanas, devido aos empecilhos na fiscalização da aplicabilidade dessas Leis.
Por certo, mudar a situação trabalhista atual é complicado, pois o modelo econômico existente é o capitalismo. No entanto, desde a Primeira Revolução Industrial, já havia o aproveitamento do trabalhador. Portanto, empregados ingleses trabalhavam muitas horas, havia a falta de segurança, o trabalho infantil e recebiam baixos salários. Como também muitas civilizações antigas necessitavam do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Sendo assim, na modernidade ainda há a escravidão, pois, em 2016, cerca de 40,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram submetidas à escravidão, segundo o relatório Índice Global de Escravidão 2018.
Neste contexto, para que os chefes obtenham mais lucros, os trabalhadores são expostos às cobranças severas, de intensa produtividade em um curto tempo, ambientes competitivos, entre outras formas de assédio moral. No entanto, após a mudança nas leis, só é considerado escravidão quando o indivíduo possui sua liberdade limitada, dificultando ainda mais a ação dos órgãos fiscalizadores, levando aos trabalhadores estar expostos à ações desumanas. Portanto, o assédio moral contra trabalhadores afeta a saúde, como a ansiedade, doenças cardiovasculares e depressão. Assim, a previdência pública, em 2016, registrou setenta e cinco mil pessoas afastadas do trabalho devido a essa doença, em 2016, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), até 2020 esse problema incapacitará trabalhadores no mundo.
É evidente que o cenário do trabalhador desde sempre é problemático. Sendo assim, cabe ao Ministério do Trabalho juntamente com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, promover órgãos que fiscalizam as empresas, aprimorando leis já existentes, de forma a elaborar e aplicar punições mais rigorosas aos praticantes de atividades escravistas e abuso moral, desenvolvendo um ambiente de trabalho mais agradável. Como também cabe ao Ministério da Saúde, oferecer tratamentos psicológicos a pessoas que passaram por situações traumáticas.