A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/05/2020
No filme “Tempos Modernos”, lançado em 1936, retrata a vida de Carlitos, operário de uma indústria. Na ficção, o personagem principal é submetido à uma carga horária excessiva, além de não desfrutar de um salário digno. Fora da ficção, muitos cidadãos lidam, infelizmente, com a exploração trabalhista na sociedade, igualmente à Carlitos. Essa exploração é decorrente do excesso de horas trabalhadas e da falta de cuidado com a saúde mental dos trabalhadores.
Em primeira análise, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada em 1943 por Getúlio Vargas com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos brasileiros. Logo, uma das leis estabelecidas pelo presidente foi a diminuição da carga horária. Ademais, a Consolidação das Leis do Trabalho é vigente atualmente com a lei 13.647, a qual permite 8 horas diárias de trabalho, sem ultrapassar 44 horas semanais. Portanto, a exploração trabalhista em razão da carga horária não pode ocorrer na modernidade brasileira.
Por conseguinte, a carga horária excessiva é um problema para a saúde mental dos trabalhadores, a qual gera transtornos mentais como a depressão. Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde, atualmente há mais de 300 milhões de pessoas que lidam com a depressão em seu meio profissional, o Brasil corresponde à 5,8% desse número, com 11 milhões de pessoas. Assim, é evidente que uma ação seja realizada para diminuir esse alto índice de pessoas depressivas no ambiente de trabalho.
Diante do exposto, é necessário que o Governo Brasileiro juntamente com o Ministério Público do Trabalho acabem com a carga horária excessiva e com o alto índice de pessoas depressivas no trabalho. Portanto, essa ação deve ser feita por meio do acréscimo de leis na CLT como uma lei que obrigará as universidades à adquirirem como matéria obrigatória a “Boa saúde mental no trabalho” e como uma lei que deverá impor apenas 6 horas diárias de trabalho. Somente assim, situações como no filme “Tempos modernos” e os altos índices de depressão no trabalho deixaram de existir.