A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 07/05/2020
Na sociedade atual a exploração do trabalhador ainda existe. Em uma economia que se configura como neoliberal, o conceito de mais valia, é a exploração do sistema capitalista sobre o empregado, se faz real. Assim, a busca por lucro, investimento e a ideia de uma meritocracia baseado no esforço exaustivo para alcançar metas individuais acaba por manter esse proveito sobre a classe operária aumentando assim as diferenças sociais tornando difícil reverter essa realidade.
Segundo o filósofo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência a quem detém os meios de produção, desta forma, o trabalho fica de maneira assujeitada a ele, tendo de cumprir as metas estabelecidas, permanecendo depois do expediente ou então resolvendo assuntos de trabalho em casa, em horários de lazer, atrapalhando a vida pessoal do assalariado. Em que provavelmente não recebe remuneração adicional, sendo visto como “sacrifícios pelo trabalho” para ser um excelente profissional.
Consoante a isso, apesar do fim da escravidão, ainda são comuns relações de trabalho análogas a essa atividade. Antes se considerava analogia a escravidão quando o individuo era exposto às condições degradantes, trabalho forçado, restrição de locomoção devido às dividas, jornadas exaustivas, entre outras circunstancias que abrangiam diversas situações. Legalmente, são considerados apenas os casos que o individuo possui sua liberdade limitada, dificultando ainda mais a ação dos órgãos fiscalizadores.
Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico.