A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 07/05/2020

Na saga de livros de J.K. Rowling, Harry Potter, bruxos de grandes famílias com “sangues puros”, como dito na saga, moram com elfos domésticos em suas casas. Estes elfos são explorados no trabalho e não tem direitos trabalhistas, como na vida real. Já fora da ficção, tem-se jovens e adultos trabalhando nas mesmas condições abusivas dos elfos da história. E, quando abordado o assunto, este traz à tona dois tópicos, são eles: a exploração pessoas e o trabalho por conta própria.

Primeiramente, vale-se ressaltar o inicio da doutrina “senhor e explorado” advém dos senhores e seus escravos. Essa doutrina de superioridade, na antiguidade estavam atreladas a conflitos. Entretanto, alguns séculos à frente, isso torna a se repetir com as jornadas abusivas pós revolução industrial, onde os trabalhadores não tinham direitos e recebiam pouco por seu trabalho árduo exaustivo e muito prolongado, com isso, gerou-se apoio ao movimento dos direitos trabalhistas. Charles Chaplin em Tempos Modernos, de 1936, retrata esta realidade. Embora nos dias atuais tenham-se leis trabalhistas, ainda fazem-se presentes realidades onde o chefe explora os funcionários, explorações estas morais e pessoais.

Por conseguinte, há casos de trabalhadores que são forçados por suas condições e oportunidades, financeiras ou de estudo, a trabalhar de maneira autônoma em aplicativos de delivery de alimentos ou de transporte de pessoas. Ademais, no Brasil, em 2003, foi feita uma pesquisa, pela Associação Aliança Bike que constatou: das pessoas que trabalham entregando comida bicicleta no Brasil, 75% ficam conectados por até 12 horas, isso para no fim do mês ganhar em média 992 reais de salário mensal, este aproximadamente 100 reais abaixo do salário mínimo brasileiro. Desta forma não garantindo a pessoas boas condições de vida, por conta do baixo rendimento salarial.

Logo, conclui-se que, se há pessoas em casos de exploração trabalhista, estas devem buscar ajuda tanto das pessoas ao seu redor como das autoridades. Por outro lado, os exploradores, assim que denunciados, deveriam pagar uma multa e indenização pelo que cometeram de acordo com a gravidade do ato. A indenização iria diretamente para o indivíduo que sofreu tal dano, e o dinheiro das multas iria para o Estado que iniciaria um projeto de apoio aos trabalhadores autônomos ou em condições semelhantes. O Estado, com seu projeto, proporciona uma ajuda financeira para que os trabalhadores que têm autonomia própria chegassem ao salário mínimo, garantindo desta forma o básico. Assim, talvez, poderia-se reduzir a exploração trabalhista na sociedade.