A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/05/2020
A nova dinâmica laboral imposta pela Revolução Industrial foi marcada por longas jornadas e baixa remuneração. Hodiernamente, leis as quais regulamentam as relações ocupacionais já constam como direito humano. Conquanto, a exploração trabalhista continua presente na sociedade pós-moderna. Nessa perspectiva, é premente analisar como o desemprego contribui com esse problema, assim como, os efeitos psicológicos subsequentes.
Em primeira análise, é lícito postular a falta de emprego como fator propulsor desse impasse. De acordo com o sociólogo Karl Marx, “o trabalho não é a satisfação de uma necessidade, mas apenas um meio de satisfazer outras necessidades”. Isto é, o indivíduo se propõe a prestação de serviços para manter a sua salubridade. Nesse sentido, com a falta de emprego, a qual afeta 12,3 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o indivíduo se vê obrigado a aceitar trabalhos informais a fim de sortir suas primordialidades.
Outrossim, é importante salientar que o abuso laboral afeta a saúde psicoemocional do empregado. Como evidência, a música do Legião Urbana representa a realidade desse meio quando fala: “Ao fim do dia eu só penso em descansar, nossa vida não é boa e nem podemos reclamar”. Como consequência desse abuso, segundo a pesquisa realizada pela Associação Internacional Stress Management 30% dos brasileiros sofrem da Síndrome de Burnet – a qual se caracteriza pelo esgotamento físico e mental e, concomitantemente, como impulsionador da ansiedade e depressão.
Portanto, é importante a adoção de medidas aptas a culminar com esse obstáculo. Logo, urge que o Ministério da Cidadania, em parcerias público-privadas com empresas, por meio de incentivos fiscais a tais instituições, desenvolva programas os quais garantam o ingresso no mercado de trabalho, para que assim todos tenham a chance de conseguir uma renda e garantir a sua salubridade sem precisar se submeter a condições indignas. Ainda, o Poder Legislativo deve desenvolver leis as quais impõe a obrigatoriedade da implantação de psicólogos nas empresas, com o objetivo de fazer o acompanhamento emocional e a prevenção de possíveis enfermidades mentais. Dessa forma, será possível o distanciamento daquela realidade vivida na Revolução.