A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/05/2020

Exaustão, falta de senso coletivo, angústia, exaustão. Esta é a descrição emocional de grande parte dos trabalhadores, na sociedade moderna. O sistema capitalista é cruel, principalmente, no que diz respeito à exploração trabalhista. No entanto, essa exploração, muitas vezes, não é percebida como ela realmente é. Além disso, é visível que o psicológico do funcionário não é tida como prevalência, podendo chegar a situações extremas, como a autodestruição e outros distúrbios mentais.

No filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, é retratado a situação dos funcionários perante à  época da Revolução Industrial, na qual eles eram sujeitos a uma forma de produção que tinha como única finalidade o lucro, independente das condições físicas e estado psicológico dos operários. É evidente que essa obra seja considerada atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o passado da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece embuçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão, na conexão ininterrupto com o trabalho, no “quebra-galho” para o chefe, etc. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o cargo mais fraco da relação – o trabalhador.

Outro ponto importante que deve ser destacado é o desprezo com a saúde psicológica do funcionário. Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro, o importante é que ele trabalhe. Nesse sentido, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, levam o indivíduo a autodestruição. Além disso, devemos destacar o discurso empreendedor que aconselha o trabalhador a utilizar o máximo do seu tempo para produzir, apoiando-se numa ideia meritocrática de “quem quer consegue”. Sendo assim, as relações familiares são prejudicas, surgem os problemas de saúde, pois, muitas vezes, não há tempo para o cuidado pessoal, e os indivíduos perdem a compreensão, já que, como defendia Maquiavel, “os fins justificam os meios” e, muitas vezes, os meios para o sucesso saem do senso de coletividade.

Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que tenha melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve interferir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve controlar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.