A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/05/2020

Cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade, depressão. Esse é o perfil emocional de grande parte dos trabalhadores, na sociedade contemporânea. O sistema capitalista é selvagem, principalmente, no que diz respeito à exploração trabalhista. No entanto, essa exploração, muitas vezes, não é percebida como tal. Além disso, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, como o suicídio.

Um ponto relevante que deve ser destacado é o descaso com a saúde psicológica do empregado. Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro; o importante é que ele produza. Nesse sentido, cada vez mais, aumentam os casos de depressão, que, quando não tratados, levam o indivíduo a desistir da própria vida. Além disso, devemos ressaltar o discurso empreendedor que aconselha o trabalhador a utilizar o máximo do seu tempo para produzir, apoiando-se numa ideia meritocrática de “quem quer consegue”. Sendo assim, as relações familiares são abaladas, surgem os problemas de saúde, pois, muitas vezes, não há tempo para comer e dormir, e os indivíduos perdem a empatia, já que, como defendia Maquiavel, “os fins justificam os meios” e, muitas vezes, os meios para o sucesso fogem ao senso de coletividade.

Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.