A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 12/05/2020
A exploração trabalhista está presente na sociedade há muito tempo. Iniciou-se no Brasil durante o período Colonial devido à escravidão e posteriormente, se manifestou ao decorrer da Revolução Industrial, época na qual os trabalhos industriais eram exaustivos e continham horas excessivas de durabilidade. No entanto, ainda que essa prepotência profissional faça-se extremamente presente na sociedade atual, esta não transparece hodiernamente de forma explícita, como se sucedia em épocas passadas, outrossim, origina-se de novos agentes, como o desemprego.
Sobretudo, é imprescindível evidenciar a forma como a exploração trabalhista manifesta-se na sociedade moderna. De acordo com o IBGE (Instituto de Geografia e Estatística), no ano de 2019 o trabalho informal chegou a incluir mais de 38 milhões de brasileiros. Em vista disso, convém frisar que este contingente de informais compõe-se, em sua maioria, de indivíduos que trabalham sem carteira assinada ou por conta própria, como jovens que atuam com entregas através de aplicativos, vendedores ambulantes, trabalhadores domésticos não registrados, dentre outros.
Indubitavelmente, as ocupações informais interligam-se de forma direta à exploração trabalhista, este fator advém, principalmente, devido às suas condições precárias e instáveis. Conforme o IBGE, a informalidade inclui mais de 11 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e 4,5 milhões de empregados domésticos também não registrados. Além disso, pode-se apontar no trabalho informal fatores da exploração trabalhista, como o rendimento financeiro mensal abaixo da taxa de salário mínimo, as horas excessivas de trabalho e ainda, a inclusão de trabalhadores com menos de 18 anos.
Nesse sentido, cabe enfatizar o principal motivo pelo qual grande parte da população encontra-se em serviços propícios à exploração trabalhista. No quarto trimestre do ano de 2019, foram registrados pelo IBGE, 11,6 milhões de brasileiros desempregados, evidentemente, os indivíduos sem ocupação encontram-se em posição de necessidade, por conseguinte, procuram novas formas de ofícios para sobreviver, ainda que estas incluam exploração ou condições precárias.
Desta maneira, pode-se concluir que a exploração trabalhista é extremamente presente na sociedade moderna, como ainda, chega a ser imperceptível e normalizada, devido principalmente às altas taxas de desemprego no país. Em vista disso, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho desenvolver melhorias na fiscalização no que tange à exploração trabalhista, através de um maior investimento no GEFM (Grupo Especial de Fiscalização Móvel), com o intuito de diminuir os índices de exploração. Outrossim, é de extrema importância que o governo atente-se às taxas de desemprego para diminuí-las, por meio de projetos de novas contratações, a fim de erradicar o ingresso em trabalhos precários.