A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 11/05/2020
Os ludistas surgiu no contexto da Revolução Industrial, no século XVIII, movimento que era caracterizado por quebrar as máquinas das indústrias, como forma de protesto frente às condições insalubres de trabalho. Ao posto que, na contemporaneidade percebe-se que a exploração trabalhista ainda é uma realidade. Esse cenário, no que lhe concerne, evidencia ser um fruto do modo de produção capitalista, além de ecoar a falta de ética que permeia as relações do tecido social.
A priori, desde o fim do Idade Média, o capitalismo começava a sobrepujar o modo de produção vigente e, consequentemente, instalava-se como o motor das relações produtivas. À vista disso, nota-se que independente de sua forma de apresentação mercantilista, industrial ou financeiro, o capitalismo possui como pilar de sustentação: o lucro. Nesse contexto, insere-se as relações trabalhista, uma vez que a exploração do trabalhador sempre foi a tônica desse modo de produção e, por isso, um fruto desse sistema.
Outrossim, a Constituição Cidadã estabelece direitos ao trabalhador, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-los. No entanto, as relações cotidianas ecoam o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual demonstra que apesar de a sociedade ser avançada em suas razões teóricas, é indigente em suas razões éticas. À medida que, é possível notar trabalhadores em condições análogas à escravidão, na hodiernidade, por exemplo. Dessarte, percebe-se a falta de ética dessa sociedade, haja vista que não cumpre princípios básicos estabelecidos nos dispositivos constitucionais.
Logo, é necessário que as ONGs- Organizações não Governamentais- realizem palestras destinadas ao Poder Executivo, com intuito de expor a exploração trabalhista na sociedade moderna. Para tanto, é fundamental que convide cientistas sociais para esclarecerem essa questão relacionada com a falta de ética na sociedade, que por sua vez está em consonância com os preceitos do capitalismo, o lucro. Assim, essa esfera do poder, munido desse conhecimento, venha desenvolver medidas, como uma força tarefa, a fim de fortalecer órgãos que tenham a função de coibir à exploração, como as Procuradorias do Trabalho, além de reativar o Ministério do Trabalho. Dessa forma, atenuar-se-á esse emblema no tecido social pós-moderno.