A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/05/2020
Em 1919, o tratado de Versalhes, que deu fim a primeira Grande Guerra, também estabeleceu as normas internacionais do trabalho, incluindo a jornada diária. Apesar disso, um século depois, ainda existem pessoas submetidas a condições degradantes, análogas ao trabalho escravo, sofrendo com a sobrecarga de jornadas exaustivas, sem remuneração, e trabalhos forçados. Esses tipos de relatos, persistentes no mundo todo, sendo mais numerosos em países menos desenvolvidos, e acontecendo entre as populações mais pobres, ocorrem, principalmente, por alguma espécie de carência financeira e situações de ilegalidade nos países.
Como exemplo de país emergente, o Brasil no ano de 2018 totalizou 1.127 mil casos de denúncia de trabalho escravo, entre os quais, 19% foram escravizados por dívidas, segundo o site Agência Brasil. Sendo essa, a maior porcentagem entre os motivos apresentados na pesquisa, evidencia a influência de rendas inferiores entre os casos de trabalho escravo. Da mesma maneira, uma economia carente leva o cidadão a expor-se a trabalhos não regularizados, onde o patrão submete seu assalariado a trabalhos exaustantes, sem uma adequada remuneração. Nesses, e em casos semelhantes, a pessoa explorada se vê impossibilitada de uma demissão, por necessidade financeira.
Em outros casos, a irregularidade no país é um fator colaborador da exploração. De acordo com o site jornalista Repórter Brasil, de 1995 até 2015 foram libertos 49.816 mil vítimas de trabalho escravo, e entre os quais a maioria eram imigrantes. A procura de uma vida melhor, esses trabalhadores são atraídos por oportunidades de emprego, porém, sem a formação necessária para os cargos, juntamente com a concorrência, suas chances caem sem perspectiva de melhora. Entre a dificuldade para a obtenção da documentação legal para a estadia no país, e a condição de desabrigo, as mais absurdas circunstâncias de trabalho se tornam opções. Tendo em vista, a situação de instabilidade do imigrante. Sendo, os argumentos citados acima, problemas vivenciados na sociedade atual, conclui-se haver uma extrema necessidade de imediata mudança. Sendo uma ação preventiva viável contra possíveis casos futuros, uma maior explanação das campanhas da onu, já existentes, contra o trabalho escravo. Desta maneira, fazendo o uso das modernas ferramentas, como a internet e as redes sociais, assim ampliando o conhecimento da mesma para populações mais carentes. Desse modo, tornando possível, a chegada da informação também para imigrantes. A partir de ações como essa, sendo compartilhada por todos, haveria uma maior conscientização, a respeito da existência da exploração no trabalho, e a exposição sob a qual todos os trabalhadores estão submetidos.