A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/05/2020

Com o advento da Primeira Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, no século XVIII,  as relações de trabalho passaram por diversas mudanças como a maneira de trabalhar, uma que os indivíduos começaram a laborar em fábricas e, com isso, tinham jornadas de trabalho exaustivas e baixa remuneração. Já hodiernamente, os proletários conquistaram diversos direitos trabalhistas, contudo, a exploração da mão de obra ainda é um impasse no Brasil, seja pela ausência de preparo das escolas em preparar os estudantes para o mercado de emprego ou pela negligência do governo em garantir que a legislação seja comprida.

Convém ressaltar, a princípio, que o falho ensino, no que diz respeito às tecnologias contribui para a ocorrência do problema. Isso se confirma na permanência de um ensino tradicionalista que não prepara o jovem para trabalhar com as inovações científicas, em oposição à constante modernização do trabalho. Diante disso, os alunos sem condições financeiras não conseguem uma boa formação profissional, desse modo, acabam indo laborar de maneira informal. Nesse contexto, esses ficam expostos à trabalharem de modo exploratório, uma vez que os empregos informais não oferecem os direitos do proletário. Portanto é crucial que as escolas preparem os estudantes para o mercado de trabalho, assim, contribuindo para que os cidadãos não trabalhe sem as garantias.

Outrossim, segundo o filósofo Norberto Bobbio,  a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem capaz de lhe dar consideração por parte do Estado. Nessa lógica. é notável que o poder público não cumpre seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos. Esse fato fica claro na ausência de medidas que tenham por objetivo minimizar o número de indivíduos que têm sua mão de obra explorada, isso se evidência  em pessoas que trabalham para aplicativos de trasporte e entregas que labutam sem as garantias previstas na Constituição, em razão de trabalharem por diversas horas e receberem baixos salários .  Por conseguinte, é preciso que o governo crie medidas para resolver o impasse.

Destarte, faz-se necessário que o Poder Legislativo, insira na grade curricular disciplinas com informática e conhecimentos  tecnológicos, por intermédio da alteração na lei de Diretrizes e Base na Educação, à qual permitirá um suporte de ensino qualificado para os jovens se inserirem no mercado de trabalho. Assim sendo, garantindo que a exploração, como acontecia no século XVIII, não tenha continuidade na atualidade.