A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 11/05/2020
Com a Primeira Revolução Industrial houve o início de longas jornadas de trabalho, não existiam direitos trabalhistas, fazendo os operários realizarem suas tarefas em condições desumanas. Paralelamente, é possível relacionar a sociedade moderna, a qual apesar de ter órgãos fiscalizadores exclusivos, e uma legislação, ainda possui conceitos exploratórios arcaicos, que em grande parte dos trabalhadores são analfabetos ou com baixa escolaridade formal, pessoas sem conhecimento sobre direitos humanos e imigrantes, principalmente ilegal. Portanto, muitos empregados se submetem à essas situações pelo desemprego, ou pela falta de especialização no mercado cada vez mais competitivo, ou até mesmo por não haver muitas opções como o caso de imigrantes.
Em primeiro lugar, no filme A Casa, produzido pela Netflix, retrata Javier, um publicitário rico que já havia feito muito sucesso no ramo, mas se encontra desempregado, isso se dá por ele não ter se especializado nas novas tendências de publicidade, o que o fez ser substituído. Porém, Javier consegue retomar seu posto, mas ele contava com uma especialização de base, e possuía boa qualidade financeira. Por outro lado têm os trabalhadores que não possuem nenhuma especialização e não tem recursos financeiros suficientes para investir em uma, são esses os principais acometidos pelo desemprego e pela exploração trabalhista, já que pela falta de opções não podem negar até mesmo as condições precárias de trabalho.
Sob o mesmo ponto de vista, o filme Crô, o qual apesar de uma comédia, aponta de maneira sucinta as péssimas condições de serviço em uma indústria têxtil, em que todas empregadas são bolivianas. Portanto, no longa-metragem é possível identificar que os imigrantes, principalmente ilegais, são um alvo fácil de intimidação, e em sua maioria estão tentando em outro país uma nova oportunidade, logo se sujeitam à condições sem nem mesmo entender a ausência de direitos. Por isso, quando se vêem já estão sem saída para novas portas de trabalho que vieram em busca.
Por razão dos fatos mencionados, cabe ao Auditor-Fiscal do Trabalho, que é a autoridade que fiscaliza a aplicação da Norma Trabalhista, inspecionar desde as maiores empresas até os trabalhadores rurais, principalmente se há trabalhadores imigrantes, evitando que eles se sujeitem à condições que infligem os seus direitos. Além disso, é preciso haver uma mudança em problemas de base como a educação, por isso o Ministério da Educação deve reavaliar como crianças e adolescentes tem aprendido os direitos humanos e trabalhistas, como deve ser investido em escolas técnicas, para formar mais jovens com especialização, para inseri-los no mercado de trabalho. Dessa forma então, conter a exploração trabalhista na sociedade moderna.