A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 12/05/2020
O filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, retrata a situação desumana em que se encontravam os operários das empresas durante o Início da Revolução Industrial. Mas, mesmo na sociedade moderna, com os os direitos trabalhistas, que tentam humanizar os empregos, o fantasma da exploração continua a assombrar os trabalhadores. Ele aparece disfarçado, nas horas extras que não são pagas, nos favores para o chefe e na incessante conexão com o trabalho.
Outrossim, Ferreira Gullar destacava a desvalorização de muitos empregados no seu poema “Não há vagas”. Devido o aumento da inserção da automação na produção de bens a mão de obra humana tornou-se ultrapassada, o que diminui o valor da força de trabalho braçal em países com grandes populações pouco especializadas. Portanto, os trabalhos braçais dos operários, por exemplo, acabam recendo baixas remunerações, mesmo sendo altamente cansativos.
Ademais, profissionais indicam que o excesso de cobranças, o cansaço e o estresse causados pela grande exigência dos empregos de hoje em dia são alguns dos principais causadores de problemas graves, como ansiedade, depressão e suicídio. Além disso, a sociedade não tem preocupação com o estado psicológico dos empregados, pouco importa se eles estão passando por algum problema pessoal e se seu emprego pode influenciar nisso, o que importa é o lucro que eles geram.
Em suma, são necessária medidas capazes de aumentar o bem estar dos trabalhadores nos seus locais de trabalho e diminuir o estresse causado pelas suas atividades diárias. Por isso, é necessário que todos os gerentes participem de aulas sobre motivação organizacional, que devem ser fornecidas pelas empresas em que trabalham, a fim de entender como lidar melhor com outras pessoas e evitar o estresse desnecessário. Também é preciso que haja valorização dos funcionários por parte das empresas, para que estes sintam-se psicologicamente mais satisfeitos.