A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/05/2020
O trabalho escravo no Brasil foi comum e legal durante vários séculos, entretanto, em 1888 foi assinada, pela princesa Izabel, a Lei Áurea que aboliu a escravidão no país. Contudo, mais de um século após a assinatura desse documento, ainda são encontradas pessoas exploradas que se submetem a trabalhos análogos à escravidão, conhecida como “Escravidão Moderna”. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para amenizar essa realidade.
Inicialmente, vale ressaltar que a “Escravidão Moderna” não é obrigatoriamente ligada a questão racial, e sim ao funcionário possui condições degradantes de emprego, jornadas exaustivas e trabalho forçado, que na grande maioria, são pessoas analfabetas, imigrantes, como também indivíduos que não têm noção a respeito das Leis Trabalhistas. Além disso, para o sociólogo Karl Marx, há uma alienação por parte do empregado em relação ao processo produtivo, uma vez que ele não consegue perceber que está sendo explorado.
Outrossim, a falta de fiscalização da estrutura produtiva no país facilita que grandes empresas ou fazendeiros consigam explorar a mão de obra, posto que, segundo dados do Ministério do Trabalho, no ano de 2019 o Brasil teve mais de mil pessoas resgatadas do trabalho escravo. Infelizmente,é notório que a priorização do acúmulo de capital está acima da qualidade de vida dos operários, o que pode gerar doenças ocupacionais e psicoemocionais, conforme dados da revista Brasileira de Saúde Ocupacional.
Portanto, não é razoável que a questão da exploração e abuso sofrido por operários seja tratada com descaso. Nesse sentido, é necessário que o Governo em parceria com a mídia, por meio de propagandas, apresente informações sobre o que é e como se prevenir dessas circunstâncias, a fim de alertar a população sobre essa exploração trabalhista, com isso os autores serão mais expostos e punidos, dessa forma, garantirá a dignidade e direitos estabelecidos por lei aos trabalhadores.