A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 12/05/2020

Com o avanço das grandes navegações e a conquista de novas terras no continente americano foi necessário a vinda de escravos para povoar os territórios recém-colonizados e servir como mão de obra de exploração. Entretanto, a lei Áurea foi assinada em 1888 em terras tupiniquins para garantir o fim do abuso desumano de trabalho. Embora essa lei tenha sido promulgada, ainda hoje, tanto no Brasil quanto em outros países do mundo, há formas de tarefas análogas à escravidão.

Em primeiro lugar, cabe destacar que a escravidão é condenada pelos Direitos Humanos. Mesmo que a Constituição Brasileira esteja pautada nos ideais dessa Declaração Universal que garante aos cidadãos os princípios de liberdade e igualdade, ainda há empregos que exploram o prestador de serviços. Hoje, o ser humano é preso por mecanismos de chantagem que os tornam submissos a essa situação. Um exemplo disso são os garimpeiros que eram subtidos a exaustivas horas de trabalho, ambiente insalubre e possuíam uma dívida com seu empregador em troca de moradia e comida como retratado na novela “O outro lado do paraíso”, da Rede Globo.

Entretanto, não é somente nos filmes e novelas que a exploração trabalhista é retratada. É frequente encontrar notícias em jornais nacionais e internacionais sobre empresas que se utilizam do trabalho escravo, por exemplo, a varejista de roupas Zara e a Gap que sempre estão nas mídias devido às condições que oferecem aos empregados e ao baixo salário pago a eles em comparação ao valor gasto pelo cliente em uma roupa dessas marcas. Por esse motivo, uma “lista suja” foi criada para alertar à população dos estabelecimentos que cometem esse tipo de crime contra a dignidade humana.

Portanto, é perceptível que ainda há na sociedade contemporânea a exploração de trabalhadores e são retratadas em ficções e em jornais. Entretanto, como essas práticas não são suficientes para coibir condições de trabalho irregulares é necessário que ONG’s fiscalizem os locais garantindo que não sejam insalubres a partir de denúncias feitas pela sociedade por meio de disque-denúncia oferecido pela polícia civil em parceria com o Governo, além de possuir um setor especializado em delegacias para a investigação desses casos e que cheguem a uma instância superior de punição dessas instituições. Sendo assim, será possível sonhar com a liberdade garantida em nossa Carta Magna.