A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/05/2020
No clássico ‘’A Revolução dos Bichos’’ publicado em 1945, George Orwell dramatiza a situação política com a sátira da revolta dos animais contra a sobrecarga de trabalho imposta pelos humanos, o movimento consistiria na conquista de melhores condições de trabalho e de vida a todos os animais de forma igualitária. Dessa forma, percebe-se que a realidade apresentada no livro pode ser comparada com a vida do trabalhador atual, que todos os dias se encontra em uma intensa batalha contra a exploração trabalhista, imposta muitas vezes pelo capitalismo implacável que nos cerca.
Segundo o sociólogo Karl Marx, o trabalho deveria ser não alienado, digno e racional, que garantisse ao ser humano a satisfação das suas necessidades e se constituísse na principal força no cotidiano dos indivíduos. Contudo, é inegável que esse pensamento seja considerado atemporal, pois, mesmo que, atualmente os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse fato pode ser evidenciado no Japão, que de acordo com o site UOL, reconhece dois novos suicídios por excesso de trabalho no país, onde as empresas seguem o modelo fordista, no qual tem o lema ‘’time is money’’, em que o empregado trabalha o máximo de tempo para arrecadar mais dinheiro para a empresa, evidenciando assim um sistema capitalista intenso.
Na canção “Construção” de Chico Buarque, é retratado o dia de um operário que morreu durante o exercício de seu trabalho,. A população sente falta de uma real reforma, com melhores salários, condições e garantias para o futuro, confirmando a necessidade da luta contra um sistema que reduz vidas inteiras à mínima função de servir. Pode-se atribuir a história de subordinação do trabalhador à etimologia do termo trabalho, originária de “Tripalium”, um instrumento de tortura utilizado na Roma do século VI, com o avanço da sociedade e a forte influência da escravidão na produção, ainda hoje se observa uma sociedade que sente os sintomas do trabalho como algo que lhes é imposto, uma relação desgastante que vem se ruindo com o tempo.
Diante dos argumentos supracitados, é mister que o Ministério do Trabalho fiscalize o cumprimento dos direitos dos empregados,por meio de empresas públicas e privadas, com o objetivo de oferecer o melhor ambiente de trabalho criando medidas de melhoramento sem ideais abusivos mascarados por meritocracia, que afetam a saúde psicológica e física do trabalhador. Ademais, o mesmo órgão deve conscientizar a classe trabalhadora, por intermédio de propagandas nos meios midiáticos, sobre seus direitos e deveres, reafirmando os direitos que são garantidos aos proletariados; em suma, quem sabe assim, o fim da exploração trabalhista deixe de ser uma utopia na sociedade moderna.