A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 15/05/2020
“Feliz é o homem que encontra o prazer no trabalho que realiza”. Tal citação, dita pelo professor César Ricardo, representa a realidade de uma pequena parcela de pessoas em relação ao seu emprego. Entretanto, estar satisfeito com o próprio trabalho pode ser um grande desafio no meio da modernidade a qual nossa sociedade insere-se atualmente. Devido a falta de acesso a educação nas áreas periféricas, muitas pessoas são obrigadas a aderir a empregos exploratórios de jornada árdua.
É necessário analisar que, a era digital tem sido um grande diferencial na constituição de empregos na sociedade atual. Revolucionando o mercado de trabalho, a ascensão dos aplicativos de Delivery tem feito com que muitos cidadãos de zonas periféricas encontrassem seu emprego desejado. Segundo dados levantados pela Associação Brasileira de Frachising, o serviço de tele-entregas movimenta 11 bilhões por ano, sendo seus entregadores jovens a partir de 18 anos, a maioria provenientes de áreas suburbanas. Entretanto, tal revolução trabalhista traz consigo um itinerário rigoroso e de trajetos perigosos para seus empregados, expondo-os muitas vezes a problemas de saúde e acidentes graves. Segundo uma pesquisa realizada pela BBC, mais 4 milhões de pessoas trabalham para aplicativos de delivery apenas no Brasil, cumprindo horários de serviços muito maiores do que as oito horas previstas pela CLT, sendo expostos a exaustão, cansaço emocional, e a problemas de saúde como insônia.
Em uma segunda análise, nota-se que a condição educacional é um fator importante para que um indivíduo peregrine bem no mercado de trabalho. Como dito anteriormente, boa parte das pessoas que são exploradas em seus empregos são originadas de bairros pobres, sendo sua grande maioria desprovida de uma boa educação fundamental ou ensino superior. Segundo a repórter Maiana Diniz do site Agência Brasil, a falta de um ensino educacional descente apresenta uma vulnerabilidade para pessoas que tentam adentrar no ramo de trabalhos, tendo então de aceitar empregos de rotinas mais pesadas e por salários abaixo do salário mínimo. Tendo analisado os dados expostos, é notória a necessidade de transmissão de uma educação de qualidade para zonas mais humildes da sociedade, visando a formação de cidadãos cultos e preparados para que não precisem se submeter a empregos de jornadas abusivas e remunerações mínimas.
Contudo, vê-se necessária uma parceria entre Ministério da Educação -responsável pela transmissão da capacidade cognitiva através da cultura do estudo- E o Ministério do Trabalho para a constituição de novas escolas em áreas periféricas, fornecendo materiais didáticos com relação ao mercado de trabalho, procurando obter como resultado uma excelente cognição e educação em jovens prestes a ingressar em sua carreira profissional, resguardando-os então de empregos exploratórios.