A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 13/05/2020

No século XVIII, o advento da Revolução Industrial foi marcado por inúmeras inovações tecnológicas e científicas que permitiram a produção em larga escala, bem como a mecanização de atividades manufatureiras. Entretanto, a modernização nas indústrias foi caracterizada pela intensa exploração trabalhista, que configura o cenário vivenciado hodiernamente por milhares de trabalhadores. Assim , é incontrovertível que a negligência governamental, bem como o avanço desenfreado do capitalismo corrobora para a formação de uma conjuntura cada vez mais injusta.

Em primeira análise, é relevante abordar que a falta de investimentos governamentais em políticas públicas de fiscalização no meio trabalhista está diretamente associada com a problemática em questão. No governo de Getúlio Vargas, por exemplo, foi criada a Consolidação dos Direitos Trabalhistas (CLT), com o intuito de garantir os direitos e deveres dos trabalhadores, tal como abolir a exploração da mão de obra no contexto vigente. Nesse sentido, consta-se que incube ao Estado assegurar as garantias previstas na legislação trabalhista. No entanto, este direito se encontra deturpado na sociedade moderna. Dessa forma, medidas são essenciais para amenizar a situação em que se encontra diversos trabalhadores.

Em segundo plano, é importante ressaltar que o avanço desenfreado do capitalismo é um fator preponderante para o agravamento da exploração dos assalariados. O fenômeno da Globalização, por exemplo, intensificou o consumismo e, consequentemente, aumentou a necessidade de se fabricar cada vez mais visando sempre o lucro. Nessa perspectiva, nota-se que os detentores dos meios de produção exigem a maximização da produtividade e desprezam as garantias mínimas que devem ser ofertadas aos proletários. Em suma, o capitalismo tem tornado as condições de trabalho cada vez mais precárias.

Logo, medidas públicas são necessárias para reverter a problemática da exploração trabalhista na sociedade moderna. É imprescindível, portanto, que o Governo, juntamente com o Ministério do Trabalho, invista em ações de fiscalização mais rígidas em locais que ofertam ofícios, por meio de subsídio estatal, com o fito de garantir os direitos previstos na CLT e amenizar a problemática vivenciada na contemporaneidade. Além disso, é essencial que a Justiça do Trabalho, em parceria com a Mídia, promova campanhas publicitárias, com o intuito de alertar sobre a temática e informar sobre as principais ouvidorias de denúncias. Somente assim garantir-se-á uma sociedade mais justa e igualitária.