A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 15/05/2020

A revolução industrial ocorrida na Europa durante os séculos XVII e XIX revelou a necessidade iminente de reformas trabalhistas tendo em vista que as pessoas eram submetidas a condições extremas como por exemplo, cargas horárias excessivas, baixa remuneração salarial e nenhum tipo direito trabalhista, sobretudo no Brasil, temos cada vez mais a ocorrência de situações desse gênero. Isso ocorre, ora devido à falta de empregos e extrema necessidade daquela vaga, ora a falta de conhecimento do indivíduo sobre seus direitos.

Nesse contexto, pode-se entender que a falta de oportunidades junto à extrema necessidade trabalhista são uns dos principais motivadores da exploração trabalhista no Brasil. Prova disso é que cerca de 13,1 milhões de pessoas continuam desempregadas no país, com um aumento de 9,1% se comparado ao mesmo período de 2016, segundo o IBGE em uma pesquisa feita em 2017. Dessa forma a péssima condição trabalhista se perpetua na sociedade e constrói um cenário cada vez mais hostil para os trabalhadores.

Outrossim, segundo o filósofo Karl Marx o dinheiro é a essência alienada do trabalho e da existência do homem; a essência domina-o e ele adora-a, nos dizendo assim, que o homem é movido a dinheiro, e aproveitará qualquer chance de maximizar seus lucros, inclusive as custas de algum trabalhador injustiçado. Além disso, temos a ineficácia do sistema judiciário brasileiro que dificulta ainda mais que o trabalhador tenha seus direitos atendidos conforme demanda a lei. Sob tal ótica, esse cenário desrespeita princípios importantes da vida social e precisa mudar urgentemente.

Portanto são necessárias medidas capazes de mitigar os casos de exploração trabalhista no Brasil. Para tanto é necessário que o governo federal em parceria com o ministério do trabalho, promovam propagandas e campanhas explicando esse assunto e fazendo com que as pessoas passem a ter conhecimento dos seus direitos constitucionais em relação ao trabalho. Feito isso, o conflito vivenciado na Europa durante os séculos XVII e XIX não se tornará realidade no país.