A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 14/05/2020

No início do XIX tivemos uma transformação no modo de produção e se pode dizer até em uma revolução, pois a sociedade que tinha suas bases de produção no sistema artesanal, com algumas descobertas cientificas, como por exemplo a energia elétrica e o petróleo com seus derivados. Com descoberta da combustão começou-se a criar máquinas e com isso as produções em massa, para atender as necessidades de uma população urbana que estava aumentando significativamente.

Mas foi a partir dessa revolução que as relações entre trabalhador e patrão que começou a existir basicamente para atender uma necessidade da sociedade de então. Estas relações eram precárias, pois seus direitos dos trabalhadores eram quase desconhecidos e a consciência destes para com seus direitos começaram a se confrontar com a exploração sofrida pelos donos das máquinas, que o sociólogo do século XVIII, Karl Marx, já havia identificado em seus estudos como os donos dos meios de produção. Salários baixos, condições de higiênicas de trabalho precárias, atendimento à saúde dos trabalhadores inexistente quanto a acidentes de trabalho e outros problemas que os atingiam devido ao trabalho pesado, muitos com carga horária indefinida.

Condições essas que levaram a 500 mil trabalhadores em Chicago, Estados Unidos, a iniciarem uma greve geral em 1886 no dia primeiro de maio, data comemorada até hoje. Embora no decorrer dos anos tenhamos um aumento de direitos reconhecidos em várias legislações e em nossa Constituição de 1988, ainda nos dias de hoje encontramos situações precárias de trabalho, como em locais insalubres, carga horária maior que a definida em lei, trabalhadores sem seus equipamentos de segurança e proteção causadores de muitas mortes de trabalhadores, os quais devem ser fornecidos pelas empresas e muitas vezes mesmo, um simples avental ou similar, os patrões exigem que o empregado os pague. Diante deste quadro precisamos estar vigilantes para estas situações que ainda persistem em nosso meio.

No entanto, para reduzir os efeitos danosos causados por essas condições de trabalho é necessário uma maior vigilância e fiscalização dos órgãos governamentais e uma maior consciência das classes empresariais para esses problemas. Para isso há necessidade de se ouvir mais as classes trabalhadoras e colocar a sua disposição acompanhamento social, médico e psíquico.