A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 15/05/2020

Na Granja do Solar, os bichos trabalhavam muito mais do que antes, porque se esqueceram dos direitos que tiveram e eram enganados, pensando que a vida estava cada vez melhor, mas seu líder os forçava a trabalhar cada vez mais. A fábula presente em A Revolução dos Bichos, de George Orwell, mostra a triste condição de exploração dos bichos da granja, sendo impossível não compará-la com o estado dos trabalhadores, que constantemente tem sido forçada a aceitar baixos salários, além de não ter acesso ao conhecimento, deixando muitos a mercê do engano de seus lideres.

Baseado na teoria proposta por Marx, a classe trabalhadora, ou proletária, é a que sempre sofreu ao longo da história, desde o Egito Antigo, pela rígida pirâmide social de patrícios e plebeus, até o moderno sistema capitalista do mundo ocidental, quando os operários dependem de seu salário, enquanto todo o lucro por eles gerado é administrado por grandes empresários. Por conseguinte, alguns desses donos dos meios de produção tem tirado proveito de seu poder socioeconômico para pagar menos aos seus funcionários, a fim de obter mais dinheiro. Entretanto, não é somente a relação entre empregado e empregador a fonte da desigualdade econômica, a mesma é agravada pela negligência dos órgãos públicos quanto a fiscalização dos pisos salariais e condições de trabalho, que deixam muitos sem ter para quem reclamar de sua situação.

É fato que muitos empregados tem baixos salários por não terem acesso à educação, e assim se submetendo a serviços desumanos, além de serem mais facilmente ludibriados, pois conhecimento é poder, nas palavras de Thomas Hobes. É importante ressaltar que esses baixos índices de educação entre os trabalhadores da classe baixa derivam da falta de investimento em educação pública, agravado pelas altas cargas horárias exigidas nos ambientes de trabalho, que não deixam tempo algum para estudo e consequentemente a melhora de vida, perpetuando a miséria dessa classe e deixando pouca esperança à esta população.

Portanto, é essencial que providências de curto e médio prazo sejam tomadas, como a criação de novos projetos de especialização técnica voltada para a classe trabalhista mais baixa, que poderia vir na forma de cursos gratuitos promovidos pelo Senac, com recursos vindos da Secretaria do Trabalho em parceria com o Ministério da Educação, além da intensificação da fiscalização em indústrias e comércios, para que sigam as normas de salário e cargas horárias, feita também pela secretaria do trabalho. Tais visariam o crescimento dos níveis de ensino e consequentemente o aumento da renda dos que forem contemplados, para que estes não sejam mais vítimas da exploração de seus líderes.