A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/05/2020
Para o filósofo, Karl Marx, o trabalho deveria ser humanizador, mas o capitalismo o transforma em alienante, explorador e humilhante. Dessa forma, as pessoas são exploradas e tratadas como objetos para o benefício de outras, sem preocupação com seu bem-estar.
No entanto, no século XIX, surgiu a teoria marxista chamada de mais-valia, que designa a desigualdade entre o valor do trabalho produzido e o salário que o trabalhador recebe. Nota-se que enquanto o capitalismo predominar e o capital for enaltecido, o homem continuará sendo visto como mercadoria à medida que é necessário aumentar seu tempo de deveres para gerar maiores produções e, consequentemente, tornar mais difícil a concorrência. De acordo com uma pesquisa realizada em 2018, o sociólogo contemporâneo, Bauman, associa os empregados a um ‘’exército de reservas’’, ou seja, o trabalhador se submete a afazeres pesados por medo de ser substituído.
Em última análise, é de grande importância citar as consequências da mais-valia. Há de se considerar que enquanto a alta produção gera lucro para os chefes de empresas, para os fabricantes gera uma saúde mental abalada. Assim, os funcionários passam a ser vistos como ‘’escravos’’, visto que seu bem-estar não importa. Conforme dados da fundação Walk Free no ano de 2016, aproximadamente 45,8 milhões de pessoas continuam sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. No Brasil, o estudo contabilizou cerca de 161 mil vítimas.
Por fim, para o trabalhador não ser trocado pelo dinheiro, é necessário que o Ministério do Trabalho fiscalize as empresas buscando saber se há exploração. Ademais, para ajudar no emocional dos operários, as fábricas podem contratar psicólogos.