A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 15/05/2020
“As revoluções são as festas dos oprimidos e explorados”. Segundo Vladimir Lenin, denomina-se revolução uma forma de comemoração à luta pelos direitos do trabalho e da classe operária; direitos, os quais que muitas vezes são esquecidos pelos proletários por simplesmente almejarem crescimento em grande escala, da empresa privada e em menor tempo. Dessa maneira, coloca-se sob pressão empregados a realizarem suas tarefas em tempo hábil, onde, por excesso de trabalho, deixam afetar sua vida pessoal pelo fato de ter que utilizar além do expediente, outras maneiras para cumprir tais metas propostas pelo dirigente em questão. Em detrimento da mesma, nota-se que a exploração trabalhista ganhou força, todavia nunca deixou de existir; em especial na sociedade moderna.
Ademais, de acordo com Victor Hugo, é imprescindível tomar nota de tal questão: “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa esmagando sempre alguém”. Haja vista o capitalismo como epicentro deste caos tanto emocional quanto físico e externo causado na população, quando empregada e operária; fruto de um trabalho desgastante e que muitas vezes causa impacto na sociedade. Desse modo, aumenta cada vez mais o risco de depressão, ansiedade, cansaço e a falta de senso coletivo, fatos os quais demonstram o perfil de um artífice explorado.
Aliás, somado a isso, como conceitua o sociólogo contemporâneo Bauman, vive-se em uma época fluída, líquida e sem segurança, onde no mercado há também inúmeras pessoas à mercê de algum emprego para substituição de quem não atende às expectativas do empregador; não somente outras pessoas, como também pela substituição de máquinas. Conforme um estudo elaborado pelo economista Bruno Ottoni e pelo matemático Paulo Rocha, o número refere-se aos empregos classificados na faixa de alto risco, ou seja, maior que 70% de serem exercidos de forma automatizada nas próximas décadas por tecnologias já existentes.
A partir dos argumentos elucidados anteriormente, conclui-se que medidas necessitam ser tomadas e executadas da melhor maneira. A começar por uma maior fiscalização através do Ministério do Trabalho, para que os horários não excedam e, se necessário hora-extra para se ter um controle maior sobre ela. Bem como a contratação por parte do empregador, de psicólogos para garantir a sanidade mental do operário. Por fim, em intervenção midiática, a realização de campanhas em cobrança sobre os direitos que cada trabalhador possui e pela diminuição da exploração trabalhista.