A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 16/05/2020
Nos séculos XVIII e XIX o mundo vivia a revolução industrial, sendo um marco na história por sua evolução tecnológica, da mesma forma que foi marcada pelo machismo e pela exploração dos trabalhadores, os mesmos não tinham descanso, trabalhavam por tempo indeterminado em condições insalubres, sem direitos nem leis. Contudo essa realidade não está tão diferente da sociedade atual, a jornadas de trabalho muitas vezes é longa demais, e a diferença salarial entre homens e mulheres ainda existe.
Segundo a constituição, a jornada de trabalho definida é de 8 horas por dia, com 11 horas de intervalo entre elas e completando 44 horas de trabalho semanais, entretanto é muito comum esse tempo ser praticamente dobrado aos sábados. É comprovado pela ciência que o trabalho em excesso causa problemas a saúde mental, como depressão, ansiedade, entre outros.
Conforme os dados coletados através dos estudos do European Heart Journal, trabalhar mais do que 10 horas por dia expõe o trabalhador a um risco 60% maior de adquirir problemas cardíacos. Uma possível solução seria a denúncia, quando a jornada exigida é mais do que o permitido, o trabalhador possui o direito de denunciar a empresa ou o empregador, esse tipo de exigência extrema entra na lei como Dano Existencial, o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande) aconselha fortemente aos trabalhadores que denunciem qualquer indício de Dano Existencial.
O machismo sempre existiu na sociedade, de inúmeras maneiras é manifestado no cotidiano, e uma delas é no trabalho. Na revolução industrial as mulheres trabalhavam tanto quanto os homens, apesar disso eram submetidas ao constante assédio sexual e além de tudo, é comprovado que as mesmas ganhavam um terço do salário de seus colegas homens.
Lamentavelmente a cultura do machismo ainda está enraizada na sociedade, como mostram dados de uma pesquisa do IBGE de 2019, mulheres ganham 22% a menos que os homens, mesmo possuindo o mesmo nível de escolaridade. Uma possível solução seria acabar com o machismo cultural, no entanto executar tal tarefa não é nada fácil pois demanda uma mudança social muito grande, outra solução a curto prazo seria o aumento da fiscalização em áreas de trabalho, assim monitorando atos de desigualdade social ou de gênero.
Em síntese parafraseando o sociólogo Karl Marx: “As ideias da classe dominante são, em todas as épocas, as ideias dominantes, isto é, a classe que é a força material dominante da sociedade é, ao mesmo tempo, sua força intelectual dominante”.