A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 15/05/2020

A exploração trabalhista tem um histórico proeminente no país. Um exemplo é o período da Revolução Industrial, onde o trabalho exploratório, desgastante e sem remuneração e garantias adequadas era considerado comum. Na sociedade moderna essas práticas permanecem, pois vivemos com uma cultura capitalista que visa o lucro acima de tudo.

Deve-se considerar, antes de tudo, que o trabalhador é submetido a certas situações pela falta de renda. Segundo o filósofo Karl Marx, vende-se a força de trabalho como fonte de sobrevivência a quem detém os meios de produção, dessa forma, o trabalho é sujeito a ele, tendo de cumprir as metas estabelecidas, resolvendo assuntos de trabalho em casa ou permanecendo na empresa depois do término de expediente, atrapalhando e esgotando o trabalhador.

Paralelamente, é importante destacar o descaso com a saúde mental dos funcionários. Visto que, segundo o site Uol, o Japão reconhece 2 novos suicídios por excesso de trabalho no país, onde as empresas só se importam com o quanto o trabalhador produz. Pode-se citar a frase “time is money” do modelo fordista, no qual o empregado trabalha o máximo que pode para o benefício financeiro da empresa. Sendo assim, o indivíduo desenvolve problemas de saúde, pois fica restrito de descanso e de atividades que lhe dão prazer ou até as mais simples, como dormir.

Portanto, mediante os fatos elencados, é imprescindível a intervenção do Ministério do Trabalho com uma melhor fiscalização para que, dessa forma, os horários não sejam excedidos ou que horas extras sejam pagas. É, também, de extrema importância o investimento em acompanhamento psicológico por parte da empresa, para garantir a saúde mental de seus funcionários e, por fim, realizar palestras sobre os direitos dos trabalhadores para que todos fiquem cientes e, assim, se veja uma diminuição na exploração trabalhista.