A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 28/05/2020
Deve-se pontuar, de início, que desde os processos denominados de Revoluções Industriais e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse âmbito, na civilização atual, infelizmente, o proletariado vem sendo explorado de forma impiedosa, visto que os indivíduos estão sujeitos a péssimas condições de trabalho, além disso, a exploração pode ocasionar sérios prejuízos ao trabalhador.
Convém ressaltar, a princípio, que na sociedade moderna o capitalista se preocupa apenas com o lucro que o trabalhador pode oferecer. Diante disso, muitos empregados estão sujeitos a jornadas exaustivas de 12 a 16 horas, falta de direitos como férias remuneradas e decimo terceiro, assim como baixos salários que dão somente para pagar as contas, não sendo possível acumular riqueza. Nesse cenário, o que foi dito anteriormente se confirma pelo pensamento do antropólogo Darcy Ribeiro, o Brasil, um dos últimos países a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca na sua herança que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso. Enfim, a sociedade se tornara melhor quanto todos os indivíduos forem remunerados de forma justa pelo aquilo que produzem.
Ademais, é evidente que o excesso de trabalho pode afetar negativamente os cidadãos. Sob tal ótica, torna se comum o aparecimento de problemas como o estresse, a ansiedade, a depressão e em casos mais extremos a ocorrência do suicídio. Nesse cenário, os grandes donos de empresas deveriam seguir a teoria do Imperativo Categórico do filosofo Immanual Kante, segundo a qual os indivíduos deveriam ser tratados não como coisas que possuem valor, mais como pessoas que tem dignidade. Por conseguinte, só dessa maneira as nações conseguiram se desenvolver.
Infere–se, portanto, que no capitalismo selvagem o trabalhador é tratado apenas como um objeto produtor de riqueza. Logo, é imprescindível que as populações através de manifestações populares, cobrem do governo federal a criação de delegacias especializadas em crimes contra trabalhadores, com o intuito de cobrar, garantir e fiscalizar os direitos dos empregados. Além disso, torna se fundamental que o poder legislativo crie uma lei que obrigue as empresas a disponibilizarem psicólogos e psiquiatras para garantia da saúde metal dos seus funcionários.