A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 18/05/2020
No Brasil, durante a primeira década do século XX, já havia a existência de um contingente operário com mais de cem mil trabalhadores. Foi nesse contexto que as reivindicações por melhores salários e jornadas de trabalho reduzidas conviveram com perspectivas políticas mais incisivas que lutavam contra a manutenção da propriedade privada e do Estados “burguês”. No período atual, apesar de a classe trabalhadora obter seus direitos públicos marcados na Consolidação das Leis de Trabalho, nota-se que a globalização modificou as as relações de trabalho de maneira que os trabalhadores tivessem que adaptar-se à nova era digital. Logo, é imprescindível apontar os novos obstáculos que os empregadores enfrentam no contexto das mudanças provocadas pela multinacionalização.
“Time is money”, expressão popular citada pelo engenheiro Henry Ford no auge da Revolução Industrial, significa que, para ganhar dinheiro, é necessário uma demanda de tempo para conquistar tal capital. Dessa forma, analisa-se a importância do reconhecimento da saúde mental dos trabalhadores. Sendo assim, o indivíduo acarreta sérios problemas de saúde, pois não possui tempo para atividades básicas do dia a dia, como comer e dormir, e nem para a atenção e lazer familiar, podendo, assim, gerar depressão e, em casos graves, o suicídio. Diante desse cenário, é notória a necessidade deuma ação mais efetiva do governo.
Mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornadas de trabalho definidas e férias remuneradas, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão, e na conexão incessante com o trabalho. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o elo mais fraco da relação (o trabalhador).
Com base nos argumentos apresentados, fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Por conta disso, cabe ao Governo Federal intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios aos trabalhadores, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Além disso, Orgãos Públicos devem destinar o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. Portanto, como cita o ativista Mahatma Ghandi, “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.”